Adam
Levantei-me leve; aliás, não me lembro de ter dormido tão bem. Eliz me viciou no cheiro, no corpo, e o fato de ela me aceitar de bom grado ontem à noite foi a tampa do meu caixão.
Decidi fazer os exames e tirar a dúvida sobre ser infértil. Não quero colocar mais peso nos ombros de Eliz antes de ter certeza de que o nosso problema não sou eu.
A pergunta que eu queria ter feito ontem não era se ela ainda amava aquele Lycano; era... se ela já me ama.
Mas não me senti no direito. Provavelmente ela o deixou obrigada pela minha chantagem. Se eu não puder prover um filhote, serei um macho inútil pra ela, e o contrato que une nossas linhagens estará em risco.
Passei no escritório, abri a gaveta e peguei a caixa do conjunto de joias que ia lhe dar antes da briga. Hoje à noite a levarei para jantar e vou presenteá-la. Coloquei a caixa de volta na gaveta, fechei, organizei o escritório e segui para a consulta.
Eliz
Levantei-me como um raio; a ansiedade me tomava. Fui ao hospital fazer meu exame e, quando peguei o resultado, minhas mãos tremiam levemente.
Resultado: Positivo.
Segurava o papel quando vi, de relance, Adam chegando ao hospital. Lobos quase não ficam doentes; ontem ele parecia tão bem... Será que escondia alguma condição clínica?
Suprimi meu cheiro e o segui a certa distância. Vi-o bater à porta do consultório de uma médica. Quando a porta se abriu, não pude evitar a sensação de estranhamento: difícil imaginar uma loba feia — Porém aquela era muito bonita, madura, de corpo escultural. Duas jovens de uniforme de enfermagem riram na recepção.


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