Eliz
Diante do médico curandeiro, tomei a poção do dia seguinte.
— Em todo caso, fique ciente de que, no outro aborto, limparam seu útero e te deram medicação para restaurar sua saúde feminina. O que, no seu caso, até facilita uma nova gravidez, já que não havia nenhuma doença.
— Pode olhar e tirar qualquer coisa que esteja agarrada lá, por favor. — Minhas mãos estavam geladas, e meu coração disparava com a ansiedade pela resposta.
— Você teve uma ruptura antes, eu não posso arriscar deixá-la infértil, Luna. — O tom grave reverberou por todo o meu corpo, em puro choque. — Pelo menos, se estiver grávida, seu corpo terá alguns meses para se curar corretamente.
O gosto do medo era amargo em minha língua, mas eu já sabia que poderia ouvir isso dele. Não deixei transparecer no rosto. Levantei-me imediatamente e saí em direção à minha casa — só para trombar com o rei Lucien, com os olhos soltando faíscas de tanto ódio.
Ele me conduziu ao escritório como se a casa fosse dele, e não minha. Seus olhos continuavam faiscando.
— Eliz, o que aconteceu dessa vez? Como, em uma única matilha, eu tenho dois Supremos quase mortos?
Engoli em seco e empurrei para perto dele as várias petições com ameaças que havia encontrado mais cedo.
— Acontece que nem todos ficaram felizes pelo meu pai e Cedric unirem suas matilhas.
Enquanto ele lia os papéis, fez a pergunta que secretamente martelava em minha cabeça:
— Qual deles te levou?
— Eu... não perguntei.

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