Eliz
Levantamos para receber as visitas.
Três carros luxuosos entraram pela frente da matilha, e pararam na frente da casa, o lobo que desceu certamente era parente do Gael. Pelos olhos olhos azuis frios e cabelos platinados.
Nada de útil poderia sair dessa visita.
— Sou o Gustavo, pai do Gael, Alfa da matilha Garras de gelo e quero falar com Godric.
O olhar dele poderia ter congelado meus ossos, mas o fogo do meu ódio pelo que o filho dele fez ainda ardia dentro de mim.
— Sou Eliz filha de Godric, e meu pai está na enfermaria, seu filho quase o matou em uma caçada sem sentido.
" Eliz mantenha-se de boca fechada" . Fui advertida mentalmente pelo rei Lucien. Eu sentia meu estômago virando, olhar aquele lobo parecia olhar ao próprio Gael, e agora não tenho nem meu pai e nem Adam pra me defender.
— Meu rei, mataram meu único filho. Eu exigo uma reparação.
Que audácia desse macho.
— Podemos conversar em particular Gustavo.
Meu olhar para o rei Lucien, faiscando, eu não queria aquele infeliz dentro da minha casa, mas o rei é a autoridade absoluta, não adiantaria nada ir contra sua vontade.
Respirei fundo e prendi o ar, contando mentalmente até dez. O cheiro de cada membros da matilha e parecido, logo o cheiro de Gustavo me dá arrepios de nojo.
Eu tive maus bocados com o Adam, ainda assim o conhecia desde criança e sabia dentro de mim que uma hora pertenceria a ele. Eu senti dor e raiva de Adam. Jamais senti asco de minha própria pele como agora, jamais tive pânico de cada farfalhar diferente no ambiente me mantendo em alerta e assustada constantemente.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.