Eliz
Levantamos para receber as visitas.
Três carros luxuosos entraram pela frente da matilha, e pararam na frente da casa, o lobo que desceu certamente era parente do Gael. Pelos olhos olhos azuis frios e cabelos platinados.
Nada de útil poderia sair dessa visita.
— Sou o Gustavo, pai do Gael, Alfa da matilha Garras de gelo e quero falar com Godric.
O olhar dele poderia ter congelado meus ossos, mas o fogo do meu ódio pelo que o filho dele fez ainda ardia dentro de mim.
— Sou Eliz filha de Godric, e meu pai está na enfermaria, seu filho quase o matou em uma caçada sem sentido.
" Eliz mantenha-se de boca fechada" . Fui advertida mentalmente pelo rei Lucien. Eu sentia meu estômago virando, olhar aquele lobo parecia olhar ao próprio Gael, e agora não tenho nem meu pai e nem Adam pra me defender.
— Meu rei, mataram meu único filho. Eu exigo uma reparação.
Que audácia desse macho.
— Podemos conversar em particular Gustavo.
Meu olhar para o rei Lucien, faiscando, eu não queria aquele infeliz dentro da minha casa, mas o rei é a autoridade absoluta, não adiantaria nada ir contra sua vontade.
Respirei fundo e prendi o ar, contando mentalmente até dez. O cheiro de cada membros da matilha e parecido, logo o cheiro de Gustavo me dá arrepios de nojo.
Eu tive maus bocados com o Adam, ainda assim o conhecia desde criança e sabia dentro de mim que uma hora pertenceria a ele. Eu senti dor e raiva de Adam. Jamais senti asco de minha própria pele como agora, jamais tive pânico de cada farfalhar diferente no ambiente me mantendo em alerta e assustada constantemente.
" De jeito nenhum" Nara rugiu em minha cabeça.
— Eu não pertenço a ninguém! — Gritei começando a me desesperar de verdade. Imaginando um futuro na matilha de lunáticos, sabendo que fui responsável pela morte do Alfa deles e vários guerreiros.— A única coisa que seu povo terá de mim será meu ódio.
— Pois eu invoco a lei de proteção dos reais.— Todo real deve ser protegido pela coroa, ou seja diretamente pelo rei. — Se ela estiver grávida, abortará a última lembrança do meu filho e se a criança nascer, ela não terá amor nenhum pra dar. E o companheiro dela jamais aceitará meu neto.
— Eu não tenho obrigação com sua matilha. — o macho começou a rosnar novamente.— Eu fui forçada. Seu filho me sequestrou, ele me forçou.
— Eu aceito. — O rei falou.
— O quê?! — Falei boquiaberta.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...