Eliz
A mulher gritando incessante no corredor enquanto os guardas a impediam de entrar, começou a me deixar com mais dor de cabeça então escancarei com raiva a porta por dentro.
— Pronto já está me vendo. — A feição de raiva extrema passou a incrédula em pouco tempo.
— Eliz? Você largou o Supremo pra ficar com o Lucien?
— Não minha rainha. — Entendendo o problema dela, cheguei perto da porta. — O rei nunca ficou menos de um metro de distância, pode sentir no meu cheiro.
Rainha Júlia franziu a testa tentando entender a situação.
Os guardas continuavam na porta, fazendo a proteção eu não posso sair, ela não pode entrar.
Então resolvi lhe explicar como a situação com meu companheiro tinha virado caso para a coroa resolver.
— Me desculpa, ele foi direto ao escritório quando te deixou aqui. Não explicou nada— Como todo macho- Eu conheço o que você fazia pelas fêmeas, inclusive Lívia sua amiga me fez contratar algumas fêmeas que vocês resgataram para trabalhar aqui.
Eu sabia disso, inclusive tinha eu mesma feito a recomendação a Lívia que as trouxesse, já que o palácio e o lugar mais seguro em todo o reino.
— Então você vai ficar até ter o filhote... nascer.
— Acho que sim... e o seu companheiro não me permitiu trazer nada comigo, serei uma prisioneira aqui até tirarem essa coisa de mim.
— Eliz ! — Ela falou em tom de reprimenda— É seu filho.
— Não é não. — Me defendi rápido e mudei de assunto— Espero não lhe dar muito trabalho.
A Rainha, perspicaz, entendeu e deixou o assunto de lado.
— Providenciarei, suas coisas. Descanse um pouco.
A mulher apoiou sua maleta no móvel ao lado da cama, e abriu retirando um aparelho de ultrassom, eu me deitei na cama parecendo um rato de laboratório embaixo do olhar do Rei Lucien, Júlia por sua vez se colocou ao meu lado e segurou minha mão, eu dei um aperto involuntário.
E segui os olhos da médica que estava calada analisando o monitor. A médica ficou com o rosto corado até a raiz do cabelo com os olhos brilhantes e isso me indicava algo que eu não estou pronta para ouvir.
— Está tudo bem com o filhote. — o rei perguntou.
— Por enquanto sim... mas ficará um pouco mais complicado manter ela longe do hospital. Ela precisará de cuidados de alto risco devido a gestação ser gemelar.
Eu quero afundar minha cabeça em um buraco e não tirar nunca mais. O casal real me olham aflitos. A notícia tinha conseguido tirar a habitual cara de pôquer do Rei.
— Eu prefiro arriscar ser estéril pelo resto da vida. Faça o aborto agora.
Os três me olharam chocados. Como se eu devesse agradecer a deusa Selene por tal notícia.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Laçando o supremo que me traiu.
A história é fascinante, parabéns ao autor(a). Ela nos vicia a querer saber mais....
Olá, gostaria de saber se já lançou mais algum capítulo além desses que estão aqui. E quando irão lançar?...