“Quando alguém escolhe ficar, o corpo entende antes do coração.”
Elena Rossi
Damian não respondeu de imediato.
Apenas segurou minha mão com firmeza, entrelaçando os dedos nos meus como quem sela uma promessa. O contato simples fez minha pele arder.
— Vem — murmurou.
Ele me conduziu pelo apartamento com passos lentos, sem pressa. O quarto estava iluminado por uma luz suave e dourada que tornava tudo mais íntimo. Damian parou atrás de mim. Senti o calor do seu corpo antes mesmo de tocar. Suas mãos pousaram na minha cintura, firmes, como se precisasse confirmar que eu realmente estava ali.
— Elena… — sussurrou contra minha nuca.
Seus dedos encontraram um zíper do vestido e o desceu devagar, centímetro por centímetro. O tecido se abriu, revelando minhas costas nuas. Um arrepio percorreu minha espinha quando seus lábios tocaram minha pele, um beijo quente, demorado, quase reverente. Ele deslizou o vestido pelos meus ombros e braços, deixando-o cair aos meus pés.
Agora só restava a calcinha de renda preta. Damian se ajoelhou atrás de mim, beijando a curva das minhas costas enquanto seus dedos enganchavam na borda da peça. Ele abaixou lentamente pelas minhas coxas, até que ela também caísse no chão me deixando completamente nua.
Ele se levantou, respirei fundo e me virei para encará-lo.
Era minha vez.
Meus dedos tremeram levemente quando comecei a desabotoar sua camisa, um botão por vez. À medida que o tecido se abria, eu via o peito largo, os músculos definidos do abdômen. Toquei sua pele quente com as duas mãos, deslizando-as pelo tórax, sentindo cada músculo se contrair e relaxar sob meus dedos, exatamente como eu sempre havia imaginado nas noites em que sonhava com ele.
Desci as mãos até a calça. Abri o botão, segurei o zíper e o desci devagar. O som ecoou no quarto silencioso. Quando puxei a calça para baixo, vi a ereção dele marcando fortemente a cueca boxer preta. Meu rosto queimou e fiquei corada até o pescoço.
Damian sorriu, um sorriso lento, sensual, sem nenhuma vergonha.
— Você pode tocar, Elena.
Senti o ar faltar por um segundo, mas continuei.
Minha mão deslizou sobre a cueca, sentindo a rigidez quente e pulsante. Quando meus dedos roçaram o seu membro por cima do tecido, Damian fechou os olhos e soltou um gemido rouco. No mesmo instante, ele segurou meu rosto com as duas mãos e sua língua invadiu a minha boca, me beijando ardentemente.
Em seguida, me ergueu nos braços e me deitou na cama. Ficou de joelhos entre minhas pernas, tirando a cueca de vez. Quando vi seu membro diante de mim, senti um misto de desejo e nervosismo.
Damian se deitou sobre mim com cuidado, apoiando o peso nos antebraços. Beijou meu pescoço, meus seios, demorando-se nos mamilos me fazendo arquear as costas. Logo depois, seus beijos desceram devagar, como se ele quisesse gravar cada parte do meu corpo, deixando claro que cada pedaço meu era dele. Senti o toque de sua língua na minha barriga, e a barba arranhar na parte interna da minha coxa, enquanto ele abria minhas pernas com gentileza e me tocava devagar me deixando ainda mais molhada e excitada.
— Da-Damian… por favor…
Ele continuou o toque devagar, enquanto aproximou o rosto do meu e sussurrou:
— O que você quer, minha princesa?
— Você.
Seus dedos deslizaram entre minhas pernas e ele soltou um gemido rouco ao sentir o quanto eu estava molhada. Minha excitação escorria pela coxa. Ele circulou meu clitóris devagar, depois introduziu um dedo, depois dois, movendo-os com facilidade dentro de mim. Meu quadril subia involuntariamente ao encontro da mão dele.
— Você está tão molhada pra mim… — murmurou contra minha pele, com a voz carregada de desejo.
Eu estava completamente entregue. Não havia mais hesitação. Meu corpo inteiro tremia de necessidade.
Logo depois, Damian também chegou ao clímax, enterrando o rosto no meu pescoço enquanto eu sentia seu corpo estremecer e ele gozava. Ele não saiu imediatamente. Ele ficou dentro de mim por um tempo, beijando meu rosto suado, meu pescoço, meu cabelo, enquanto nossas respirações se acalmavam.
— Te machuquei? — murmurou contra meus lábios.
Levei a mão ao rosto dele, ainda ofegante, traçando a linha do seu maxilar com o polegar. Havia tanta preocupação ali que meu peito apertou.
— Não… — sussurrei. — Foi perfeito.
Damian apoiou a testa na minha, fechando os olhos por um instante, como se aquelas palavras tivessem um peso maior do que qualquer coisa que tivesse acabado de acontecer.
Ele ficou dentro de mim por um longo tempo, pulsando suavemente enquanto nossos corpos se acalmavam. Só quando nossas respirações voltaram ao normal, Damian saiu devagar de mim, com um cuidado infinito, fazendo-me sentir um vazio doce e uma onda de carinho.
Ele se deitou de lado e me puxou gentilmente para o seu peito, envolvendo-me com os braços fortes. Meu corpo se encaixou perfeitamente contra o dele, meu seio pressionado contra seu peito, minha perna entrelaçada nas dele. Senti o batimento constante do seu coração sob minha orelha, firme e tranquilizador.
Seus dedos deslizaram com ternura pelos meus fios ruivos, agora úmidos de suor e bagunçados. Ele os acariciou devagar, do couro cabeludo até as pontas, em movimentos repetitivos e hipnóticos, como se quisesse me acalentar.
— Dorme, minha princesa — murmurou baixinho contra meu cabelo, a voz rouca e cheia de carinho. — Eu vou estar aqui pela manhã.
Eu suspirei, fechando os olhos enquanto um sorriso suave se formava em meus lábios. Aninhei-me mais contra ele, sentindo-me completamente segura, amada e protegida em seus braços. O calor do seu corpo, o cheiro dele, o carinho lento em meus cabelos… tudo me envolvia como um cobertor suave.
Pela primeira vez em muito tempo, eu me permiti relaxar por inteiro.
E dormi, sabendo que quando acordasse, Damian ainda estaria ali.

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