“A felicidade é silenciosa na cama. Mas de manhã ela aprende a andar pela casa.”
Elena Rossi
A mulher que saiu daquele quarto já não era a mesma que tinha entrado. E o mais perigoso não era o que Damian tinha feito comigo.
Era o que eu tinha descoberto que era capaz de fazer com ele.
Saí do quarto com cuidado, fechando a porta devagar atrás de mim como se o simples gesto pudesse preservar o que tinha acontecido ali dentro.
Meu corpo ainda lembrava do que eu tinha feito dentro daquele quarto. Senti o rosto esquentar imediatamente. Eu estava me sentindo uma pervertida, mas não conseguia resistir a ele. O meu corpo reagia ao mínimo toque e eu podia passar horas presa com ele dentro do quarto que jamais me cansaria.
— Elena pelo amor de Deus. — disse a mim mesma, não conseguindo evitar que um sorriso surgisse nos meus lábios.
Mais estar ao lado dele, em seus braços me fazia ser outra mulher. Uma mulher ousada, inteira, sem medos ou ressalvas. Eu queria amar Damian de todas as formas possíveis. Queria que ele soubesse o quanto o amava e o quanto eu queria que ele me amasse com a mesma intensidade.
Eu amava fazer amor com ele, mas eu queria tudo o que ele pudesse me oferecer. O sexo ousado, mais quente, mas indecente….
Passei a mão pelos cabelos ainda úmidos do banho, tentando organizar a respiração e, principalmente, os pensamentos. Era ridículo como bastava um segundo para que imagens da voltassem com força total, fazendo minhas pernas amolecerem e meu coração acelerar como se eu estivesse correndo.
Meu rosto queimou.
A lembrança do que eu tinha feito, estava nos meus lábios, ainda sensíveis. Na minha língua, na minha boca, no gosto dele, inebriante e completamente viciante.
Podia fechar os olhos que as imagens voltavam nítidas. As feições de prazer de seu rosto enquanto eu o chupava, de como o corpo dele reagiu ao toque de meus lábios. A forma como ele me puxou para seu colo, e como meus quadris, se encaixaram nos dele, num encaixe perfeito. Na minha pele, que continuava quente, marcada por carícias que não tinham pressa de desaparecer.
Levei a ponta dos dedos até a boca, quase em choque comigo mesma, e soltei um riso baixo, incrédulo.
Eu tinha o chupado e tinha amado.
Passei as mãos pelos cabelos ainda úmidos do banho, tentando ganhar algum tipo de compostura, mas a verdade era simples e absolutamente inútil de negar: eu estava brilhando por dentro. Lembrei de como ele foi paciente, gentil e de como me senti poderosa ao ver o quanto ele sentia prazer.
Caminhei pelo corredor sentindo as pernas um pouco bambas, como se meu corpo ainda estivesse reaprendendo a gravidade depois de ter flutuado durante a noite e parte da manhã.
Eu precisava de café. Ou de dignidade. Talvez dos dois.
Caminhei pelo corredor e o cheiro familiar da casa me recebeu como um abraço. Quando entrei na cozinha, encontrei Maria ajeitando a bandeja de frutas enquanto Margareth organizava as xícaras. O sol entrava pelas janelas largas, iluminando a mesa com uma suavidade quase maternal.
As duas levantaram o rosto ao mesmo tempo e sorriram. Aquele tipo de sorriso que acalma o coração e lhe aquece durante o inverno rigoroso. Desde o primeiro dia naquela casa, elas sempre me acolheram com ternura, e sempre me fizeram sentir especial.
— Bom dia, querida — Maria falou com doçura. — Está com fome? Vamos colocar a mesa.
Meu rosto deve ter ficado da cor de um tomate.
— Bom dia… eu… sim. Acho que sim.
Margareth me observava com aquele ar experiente de quem já tinha visto muitas histórias de amor nascerem dentro daquela casa.
— Sophia ainda não chegou? — perguntei, tentando mudar de assunto.
Ela sorriu mais.
— Ainda não. Mas a senhorita Beatrice ligou. Disse que estão a caminho para o café.



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