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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 162

“Alguns jogos começam com risos. Outros terminam sem fôlego.”

Elena Rossi

Descobri que o homem mais poderoso da cidade também sabia ser absurdamente manhoso.

Mas era impossível pensar em qualquer coisa racional quando o homem ao meu lado decidiu, simplesmente, que levantar da cama era opcional.

— Vamos levantar, senhor Cavallari — eu disse, tentando soar firme enquanto afastava o lençol e deixava a luz invadir o quarto.

Damian soltou um resmungo quase infantil.

A palavra jamais combinaria com um homem daquele tamanho, daquele poder, daquela presença e ainda assim, ali estava ele, virando o rosto contra o travesseiro como se o mundo inteiro pudesse esperar mais cinco minutos.

— Não quero trabalhar hoje — murmurou, com a voz abafada, rouca, deliciosamente preguiçosa.

Eu arregalei os olhos, fingindo choque.

— Como assim não quer trabalhar?

Ele abriu um dos olhos devagar, avaliando-me com aquele olhar que misturava estratégia e provocação.

— Estou doente.

— Está?

— Sim.

— Do que?

Ele virou de lado de uma vez, puxando-me pela cintura antes que eu pudesse reagir, encaixando meu corpo contra o dele novamente.

— De saudade — respondeu, enterrando o rosto no meu pescoço.

Eu gargalhei.

Gargalhei de verdade.

Porque não havia nada mais absurdo e mais adorável, do que um homem como Damian Cavallari sendo manhoso às seis da manhã.

Ele levantou a cabeça, fingindo indignação.

— Você está rindo de mim, senhorita Rossi?

— Estou — admiti, ainda rindo. — Você tem quase um metro e noventa de pura autoridade e está fazendo drama porque não quer sair da cama.

Ele se apoiou sobre um cotovelo, inclinando-se lentamente até que seu rosto ficasse a poucos centímetros do meu.

O sorriso desapareceu, os olhos escureceram. Ele mordeu levemente o próprio lábio inferior, devagar, como quem muda de estratégia.

— Tudo bem… — sussurrou, com a voz baixa, perigosa, cheia de intenção. — Então vamos levantar.

Eu arqueei a sobrancelha.

— Viu só? Não foi tão difícil.

Ele se aproximou ainda mais.

— Mas primeiro…

A pausa foi calculada, deliberada.

O polegar dele deslizou lentamente pela minha clavícula percorrendo o meu ombro e indo ate a alça da minha camisola, me fazendo estremecer.

— O que acha de um banho gostoso?

— Elena… — murmurou, o nome soando como uma prece e uma maldição ao mesmo tempo. — Princesa, não me provoca…

Eu sorri contra sua pele, sentindo o poder inverter-se por um instante.

Minhas mãos deslizaram traçando linhas preguiçosas no abdômen definido. O banheiro era amplo, com azulejos brancos e um chuveiro que prometia vapor e esquecimento, mas agora, o ar já estava carregado e úmido de expectativa.

— Vai recusar o convite, senhor Cavallari ?—perguntei o encarando com intensidade.

Damian se afastou um passo, mas manteve os olhos fixos nos meus com um fascínio puro, como se eu fosse uma visão que ele mal conseguia acreditar. Ele levantou os braços devagar, em um gesto de rendição total, enquanto o peito subia e descia na tentativa de manter o controle.

— Eu sou todo seu, senhorita Rossi — sussurrou, com a voz rouca e cheia de rendição, enquanto seus olhos brilhavam com uma mistura de desejo e admiração.

Meu corpo inteiro ardia de desejo, um fogo que se espalhava das entranhas até a pele, me deixando trêmula. Ainda hesitante, mas impulsionada por uma coragem que eu não sabia que tinha, estendi a mão até o cós do short de dormir dele. Meus dedos tremeram levemente enquanto o abaixava devagar, revelando-o por completo.

Corei violentamente ao ver o tamanho do desejo dele, já evidente, ereto e pulsante, uma prova irrefutável do quanto ele me queria. Meu estômago se revirou de excitação e um pouco de nervosismo, mas o calor entre minhas pernas me impulsionou adiante.

Caminhei para dentro do box, deixando a água quente cair como uma cascata reconfortante, e o vapor subir e embaçar o vidro. Olhei para ele por cima do ombro, estendendo a mão.

— Vem, deixa eu cuidar de você — chamei, com a voz baixa e provocante.

Ele hesitou por um segundo, enquanto seus olhos devoravam o meu corpo ainda vestido pela camisola fina.

Mas eu não ia parar agora.

Com um sorriso malicioso, segurei a bainha da camisola e a levantei devagar, tirando-a pela cabeça, deixando-a cair no chão molhado. Fiquei completamente nua na frente dele, deixando a água escorrer pela minha pele, realçando cada curva, cada detalhe que eu sabia que o enlouquecia.

— Não quer que sua namorada cuide de você, senhor Cavallari? — perguntei, inclinando a cabeça, deixando minha voz soar como um ronronar sedutor enquanto me virava para encará-lo, estendendo as mãos num convite para que ele se juntasse a mim.

— Elena… você vai me matar assim — murmurou mais acabou aceitando o convite.

Ele entrou no box como um homem que já havia perdido o controle e eu tive a deliciosa certeza de que, nos próximos minutos, seria ele quem me faria perder o meu.

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