“O verdadeiro poder não está em controlar. Está em escolher se entregar.”
Elena Rossi
Provocar um homem apaixonado é perigoso.
Provocar Damian Cavallari é aceitar, com plena consciência, que cada provocação voltará multiplicada, intensa, inevitável.
A água quente caía sobre nós como uma cortina líquida que nos isolava do mundo, criando um universo reduzido ao espaço entre nossos corpos, ao vapor que subia devagar, às respirações que já não obedeciam qualquer lógica racional. E quando ele me tomou nos braços, segurando-me firme contra a parede fria do box, eu senti que não havia mais espaço para jogos, apenas para entrega.
Damian me penetrou devagar, deslizando para dentro de mim com uma lentidão calculada, quase reverente, como se quisesse que eu sentisse cada segundo, cada centímetro, cada mudança na minha respiração. A sensação de ser preenchida por ele enquanto a água quente escorria entre nossos corpos foi intensa, profunda, quase avassaladora. Meu corpo reagiu antes mesmo que eu pudesse pensar, e um gemido baixo escapou dos meus lábios enquanto eu apertava meus braços ao redor dos seus ombros largos, tentando me ancorar na única coisa que parecia estável naquele instante: ele.
Quando ele estava completamente dentro de mim, parou.
Não foi hesitação. Foi domínio, consciência.
Ele me olhou como se estivesse lendo meu rosto, como se quisesse ter certeza de que eu estava ali com ele, inteira, entregue, viva. Minha respiração já estava descompassada, o coração batendo rápido demais, e eu senti aquela deliciosa vertigem de quem sabe que está prestes a perder o controle e quer perder.
Então ele começou a se mover.
Lento.
Profundo.
Seguro.
Cada movimento do quadril dele era firme, cuidadoso, deliberado, enviando ondas de prazer que se espalhavam do meu ventre até a ponta dos dedos. Seus beijos continuavam constantes, ora na minha boca, ora no meu pescoço, ora deslizando pelos meus ombros molhados, enquanto ele me mantinha presa contra a parede, misturando força e ternura de um jeito que só ele sabia fazer.
A água tornava tudo mais sensível, mais escorregadio, mais intenso. Eu apertava minhas pernas ao redor da cintura dele, puxando-o para mais perto a cada investida, sentindo meu corpo responder ao ritmo que ele impunha. Meus gemidos ecoavam abafados pelo som da água, baixos, involuntários, carregados de uma entrega que já não tinha vergonha.
O ritmo aumentou gradualmente. Não brusco, nem impaciente, mas decidido.
Cada movimento mais firme fazia meu corpo arquear contra a parede, minha cabeça inclinar para trás, meus dedos cravarem nos ombros dele como se eu precisasse segurá-lo ali para não me dissolver completamente na sensação. O prazer crescia em ondas sucessivas, quente, pulsante, inevitável.
— Damian… — eu gemi o nome dele, como se fosse a única palavra que ainda fazia sentido.
Ele respondeu com um beijo mais profundo, engolindo meu som, segurando meu rosto entre as mãos molhadas por um segundo antes de voltar a me envolver por completo. O mundo já não existia fora daquele box, fora da água, fora da tensão que se acumulava sob minha pele.
Quando o orgasmo veio, veio como uma quebra de barreira.
Meu corpo se contraiu ao redor dele, as pernas tremendo, a respiração falhando, o prazer explodindo em uma onda tão intensa que por um instante eu perdi qualquer noção de tempo. Ele permaneceu firme, sustentando meu peso, acompanhando meu ritmo até que também se entregou, com a respiração pesada contra minha boca, o corpo tenso e depois lentamente relaxando.


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