“Alguns homens protegem o que possuem.
Outros protegem o que amam.
Eu faço os dois.”
Damian Cavallari
Elena sorriu contra minha boca, aquele sorriso lento e perigoso que ela só usava quando sabia que tinha todo o poder sobre mim. Seus olhos verdes brilhavam com uma mistura de ternura e malícia que sempre conseguia me desarmar por completo. Era como se, naquele momento, ela soubesse exatamente o quanto eu estava vulnerável depois de um dia inteiro carregando o peso de impérios inteiros nos ombros. O vapor do banheiro já começava a subir, misturando-se ao perfume suave dela que ainda pairava no ar, um aroma floral e quente que me envolvia como um abraço invisível.
— Então me lembra… com todos os detalhes — murmurou, com a voz rouca de desejo, enquanto seus dedos subiam pelo meu peito com uma lentidão deliberada, desfazendo um botão por vez.
Cada movimento dos dedos dela parecia calculado para me torturar da forma mais doce possível. Eu sentia o tecido da camisa se abrindo aos poucos, o ar quente do banheiro tocando minha pele exposta, contrastando com o calor que já queimava dentro de mim.
Ela não tinha pressa nenhuma.
Um botão, depois outro. Seus olhos verdes estavam presos nos meus o tempo inteiro, como se quisesse ver cada reação minha, cada piscar de olhos, cada vez que minha respiração ficava um pouco mais curta.
Era uma conexão silenciosa, profunda, onde as palavras não eram necessárias porque nossos olhares já diziam tudo.
A camisa deslizou pelos meus ombros e caiu no chão com um som quase inaudível, abafado pelo barulho suave da água que ainda enchia a banheira ao fundo. Suas mãos desceram pelo meu peito nu, enquanto suas unhas roçavam de leve minha pele, traçando cada músculo, sentindo meu coração bater forte sob seu toque. Cada carícia enviava ondas de eletricidade pelo meu corpo, fazendo meus músculos se contraírem involuntariamente. Eu podia sentir o calor da palma dela, a suavidade dos dedos, e o leve tremor que entregava que, por mais ousada que estivesse, ela também parecia nervosa.
— Você está tão tenso hoje… — sussurrou, com um sorrisinho travesso, mas eu vi o rubor suave nascendo em suas bochechas.
Mesmo sendo ousada, mesmo sabendo o efeito que causava em mim, Elena corava. E aquele contraste me deixava completamente louco. Era como se duas versões dela existissem ao mesmo tempo: a mulher que me provocava sem piedade e a garota que ainda se envergonhava do próprio desejo.
Eu adorava as duas. Queria proteger as duas. Queria possuir as duas para sempre.
Suas mãos chegaram ao meu cinto. Ela o abriu devagar, quase como se estivesse desembrulhando um presente que já conhecia, mas ainda queria saborear cada segundo. O zíper desceu com um som baixo que pareceu ecoar no silêncio carregado do banheiro. Então ela se ajoelhou na minha frente, apenas o suficiente para puxar minha calça e a cueca para baixo, roçando o rosto de propósito na minha pele quente. Seus lábios quase tocaram onde eu mais precisava, mas não tocaram. Só roçaram provocando. O contato foi tão breve, tão leve, que me fez prender a respiração. Senti o calor da respiração dela ali, tão perto, e meu corpo inteiro reagiu com uma onda de desejo tão intensa que precisei fechar os olhos por um segundo para não perder o controle ali mesmo.
Eu estava completamente excitado, latejando de desejo por ela, e Elena sabia muito bem. Ela sempre soube. Era como se meu corpo fosse um livro aberto só para ela.
— Elena… — avisei, com a voz baixa e grave, quase um ronronar. — Você está brincando com fogo, meu amor.
Ela se levantou devagar, mordendo o canto do lábio inferior. Suas bochechas estavam num tom rosado delicioso, enquanto seus olhos brilhavam de vergonha e ousadia ao mesmo tempo. O rubor descia pelo pescoço dela, colorindo a pele clara de um jeito que me fazia querer beijar cada centímetro marcado por aquela cor.
— Eu sei… — respondeu baixinho, quase envergonhada, mas sem parar. — Mas você adora quando eu brinco assim, não adora? Você adora quando eu faço você esperar, quando eu te provoco até você não aguentar mais… Confessa.


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