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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 188

“O amor pode ser público. O respeito precisa ser conquistado.”

O problema nunca foi a beleza de Elena.

Foi o fato de Damian não esconder que ela era sua.

O salão ainda vibrava em elogios discretos quando Damian deslizou a mão pela cintura de Elena e a trouxe para mais perto, como se o gesto fosse instintivo, natural demais para ser questionado.

Ele inclinou-se, aproximando os lábios do ouvido dela.

— Você está absurdamente linda esta noite — murmurou, a voz grave carregada de um calor que contrastava com a compostura impecável que mantinha diante de todos.

Elena sentiu o arrepio percorrer a espinha ao mesmo tempo em que percebeu os olhares masculinos que demoravam mais do que deveriam em suas costas nuas.

Damian acompanhou a direção de alguns desses olhares e sorriu de lado.

— E estou começando a me arrepender de ter dividido essa visão com o mundo — completou, a respiração roçando a pele dela. — Estou morrendo de ciúmes.

Ele depositou um beijo lento e delicado no ombro nu dela, exatamente onde o laço do vestido sustentava o tecido verde-esmeralda, e o gesto foi sutil o suficiente para não soar exibicionista, mas íntimo o bastante para ser inequívoco.

Elena corou imediatamente, mordendo o lábio inferior antes de sorrir.

— Ciúmes não combinam com a sua reputação, senhor Cavallari.

Ele deslizou a mão um pouco mais firme pela cintura dela, aproximando os corpos com naturalidade.

— Minha reputação pode esperar. — Fez uma pausa mínima, os olhos descendo lentamente pelo contorno do vestido. — Estou louco para chegar em casa, tirar esse vestido de você e lembrar que essa visão é exclusivamente minha.

O rubor que subiu pelo rosto de Elena foi impossível de conter. Ela mordeu os lábios outra vez, tentando manter a compostura.

— Damian…

Ele apenas sorriu, satisfeito com o efeito que provocava.

Antes que pudesse continuar, Beatrice surgiu ao lado deles com um brilho animado nos olhos.

— Com licença, presidente — disse ela, teatralmente formal. — Preciso roubar sua namorada por alguns minutos.

Damian ergueu uma sobrancelha, encarando a irmã com fingida relutância.

— Só porque a noite é sua — respondeu, soltando Elena devagar, mas não antes de roçar discretamente os dedos pela lateral da cintura dela como uma promessa silenciosa.

Beatrice entrelaçou o braço no de Elena.

— Venha, preciso apresentá-la às minhas amigas que vieram de Paris só para o evento.

Damian observou as duas se afastarem por um segundo a mais do que o necessário, e então ajustou o paletó antes de caminhar na direção de Alessandro e de um grupo de curadores internacionais que discutiam uma possível parceria.

Do outro lado do salão

— Meninas, esta é Elena — anunciou Beatrice com orgulho evidente. — A mulher responsável por deixar meu irmão absolutamente insuportável de tão feliz.

As risadas foram imediatas.

Três mulheres elegantemente vestidas a cumprimentaram com entusiasmo genuíno, elogiando o vestido, o porte, a delicadeza.

— Ele não tira os olhos de você — comentou uma delas em francês, sorrindo.

— E entendemos perfeitamente por quê — acrescentou outra.

Elena agradeceu com naturalidade, mantendo a postura serena que não se confundia com submissão.

No entanto, havia uma quarta mulher no grupo.

Ela não sorriu.

Não elogiou.

— Então você acredita que foi escolhida por… profundidade?

Elena não perdeu o sorriso.

— Acredito que fui escolhida por não precisar competir com a imagem de ninguém. — Fez uma pausa mínima. — E porque não sou descartável após a temporada.

Duas das amigas riram abertamente agora.

— Meu Deus — murmurou uma delas.

Camille apertou a taça com mais força.

— Você parece muito confiante para alguém que entrou nesse círculo há tão pouco tempo.

Elena inclinou levemente a cabeça.

— Confiança não depende de tempo de sala, depende de lugar legítimo. — Seus olhos brilharam com firmeza. — E eu não estou aqui por convite social. Estou aqui porque ele me quer ao lado dele.

Um silêncio surgiu por um instante até que uma das amigas de Beatrice, tocou discretamente o braço de Camille numa tentativa para que ela se calasse.

— Talvez devêssemos brindar ao evento, não é?

Elena ergueu novamente a taça.

— Ao museu. À arte. — Depois acrescentou, olhando diretamente para Camille: — E às escolhas que não precisam de aprovação coletiva.

As outras brindaram e Camille permaneceu em silêncio.

Ao longe, Damian observava a cena. Ele não ouviu as palavras, mas viu a postura, a firmeza e o sorriso que não tremia.

E sorriu.

Porque Elena não precisava ser defendida. Ela sabia ocupar espaço.

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