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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 19

Elena Rossi

Eu não consegui caminhar. Não consegui pensar. E, por muito pouco, não consegui respirar.

Apenas existia, fragmentada, trêmula, implodindo por dentro, enquanto minhas pernas me levavam de volta para a cabine como se fossem de outra pessoa.

Cada passo do corredor parecia mais longo, mais pesado, mais denso, como se o iate inteiro girasse em torno de um único ponto: Aquele toque.

Aquele maldito toque no meu braço. Foi leve, quase inocente… mas meu corpo não reagiu com inocência. Reagiu como se tivesse sido incendiado. Como se algo tivesse sido despertado de repente, algo quente, profundo, que consumiu pela minha pele como um choque doce demais para ser suportado.

Quando a porta se fechou atrás de mim, o som grave ecoou pelo quarto, abafando tudo.

As vozes, os passos, a racionalidade. E o silêncio que se instalou depois que fechei a porta, não era calmo. Era quente, sufocante, quase pulsante, como se vibrasse junto com meu peito acelerado. Eu me apoiei na madeira da porta como se precisasse dela para não desabar, mas acabei desabando mesmo assim.

Deslizei até o chão, sentindo o coração bater rápido e irregular demais, como se tentasse acompanhar algo que meu corpo ainda não tinha entendido, ou tentava negar.

— O que… o que você está fazendo comigo? — sussurrei, sem coragem de dizer o nome dele.

Fechei os olhos.

E tudo veio de novo. Exatamente como aconteceu. Nítido, ardente e proibido.

O perfume dele atrás de mim envolveu meus sentidos de um jeito que fez minhas pernas vacilarem mesmo sentada no chão. A respiração dele roçando meu pescoço exposto… tão perto que minha pele pareceu despertar sob o sopro. A mão subindo lenta, firme e segura demais, me tocando como se soubesse exatamente onde minha sensibilidade dormia. Os dedos traçando minha pele como se ela já fosse dele desde antes de eu nascer, como se cada centímetro tivesse sido mapeado para reagir a ele.

E então… o arrepio.

Um arrepio profundo, íntimo, que percorreu meu corpo inteiro.

Não foi um tremor superficial, foi algo que começou na pele, mergulhou mais fundo e atingiu camadas que eu não sabia que existiam.

Um calor surgiu na minha nuca, desceu pelas costas, apertou o centro do meu peito e afundou ainda mais, espalhando algo lento, devastador e impossível de controlar.

Meu corpo inteiro tremeu ao toque dele.

Sem permissão.

Sem lógica.

Sem controle.

E eu sabia que aquele toque não tinha sido apenas um toque. Tinha sido uma promessa, um alerta de perigo. Eu respirei fundo, tentando recuperar algum controle, mas controle não era algo que existia mais dentro de mim.

Minhas mãos estavam trêmulas quando me apoiei na porta para me levantar. Senti as pernas ainda fracas, como se cada músculo tivesse sido afetado por aquele toque único, aquele toque que não deveria significar nada e significava tudo.

O quarto parecia pequeno, quente e carregado pelo fantasma dele.

A cada passo que eu dava, o tecido do vestido roçava minha pele sensível, reacendendo o caminho por onde os dedos dele tinham passado.

Eu precisava respirar, esfriar o corpo, me recompor.

Mas quando minhas mãos alcançaram o zíper do vestido, percebi que não era só necessidade física era algo mais fundo, algo que eu ainda estava tentando entender.

Soltei o zíper devagar e o som do metal descendo pelas minhas costas parecia alto demais no silêncio, ecoando como um segredo.

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