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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 190

“O que começa sob aplausos, nem sempre termina em silêncio.”

O evento chegou ao fim sob aplausos prolongados, flashes incessantes e cumprimentos entusiasmados que se estendiam pelos corredores do museu como ecos de uma conquista coletiva que ultrapassava o simples sucesso social da noite. As vozes se misturavam ao tilintar de cristais e ao som abafado dos passos sobre o mármore polido, criando uma atmosfera que ainda vibrava com a energia de algo maior do que uma arrecadação bem-sucedida.

A imprensa já anunciava o êxito da arrecadação antes mesmo que as últimas taças de cristal fossem recolhidas pelas bandejas discretas dos garçons, enquanto curadores internacionais confirmavam futuras parcerias com entusiasmo estratégico, conscientes de que haviam testemunhado não apenas uma celebração cultural, mas a consolidação de uma nova força dentro daquele círculo. Comentários sobre influência, posicionamento e alianças futuras eram sussurrados em diferentes idiomas, todos convergindo para a mesma conclusão silenciosa: aquela noite marcou uma virada.

Beatrice estava visivelmente emocionada, seus olhos brilhavam satisfeitos sob a luz dourada dos lustres, enquanto abraçava Elena mais de uma vez, repetindo com a voz embargada que aquela havia sido a noite mais importante de sua trajetória profissional. Havia gratidão em cada gesto, orgulho em cada palavra, e uma consciência clara de que não estava sozinha naquela conquista

— Eu não conseguiria sem você — disse, segurando as mãos de Elena com força antes de abraçá-la mais uma vez. — Você foi impecável.

— Foi sua noite — Elena respondeu, sorrindo.

— Foi nossa — Beatrice corrigiu, os olhos marejados de orgulho.

Alessandro mantinha-se ao lado dela orgulhoso, enquanto sua mão repousava em suas costas em um gesto protetor e constante, atento aos convidados que ainda disputavam alguns minutos de conversa e fotografias, prolongando o brilho do momento como quem não deseja que ele termine.

— A cidade vai falar sobre isso por semanas — comentou ele. — E com razão.

O museu não apenas arrecadou cifras impressionantes. Consolidou influência e deixou claro que a família Cavallari sabia exatamente como transformar arte em poder.

Quando finalmente deixaram o salão, já passava da meia-noite, e a cidade refletia luzes douradas sobre o asfalto úmido, como se ainda se celebrasse o brilho daquela noite memorável. Os prédios altos projetavam sombras longas, os semáforos piscavam em intervalos regulares e o ar noturno carregava o frescor de uma madrugada que começava silenciosa demais para quem ainda estava eletrizado pelo que vivera.

O ar do lado de fora estava mais frio, mas dentro do carro o ambiente parecia aquecido por algo que não tinha relação com a temperatura, e sim com a tensão acumulada desde o primeiro olhar trocado sob os lustres do museu.

O silêncio que se instalou entre eles não era constrangedor nem formal.

Era carregado.

Elena recostou-se no banco de couro macio, com os olhos ainda iluminados pela adrenalina que persistia após horas de exposição pública, misturada ao leve efeito do champanhe que aquecia seu sangue e tornava seus pensamentos mais leves, mais ousados, quase despreocupados. O sorriso que permanecia em seus lábios não era apenas satisfação social; era algo mais íntimo, mais feminino, como se a noite ainda estivesse acontecendo dentro dela.

Damian a observava com atenção. Não como anfitrião, nem como empresário, mas como homem. A gravata estava discretamente afrouxada, o colarinho ligeiramente aberto revelava a linha firme do pescoço, e embora o controle ainda fosse parte da sua natureza, havia nele uma tensão diferente, menos estratégica e mais visceral, como se a disciplina que sustentava seu mundo estivesse sendo substituída por algo mais primitivo e inevitável.

Com um movimento sutil, ele estendeu a mão e acionou o botão que levantava a janela de privacidade entre eles e o motorista, isolando-os do restante do mundo. O som suave do mecanismo subindo foi como um selo definitivo em suas intenções, criando uma barreira física entre o mundo e o que estava prestes a acontecer.

Elena sentiu o coração acelerar no mesmo instante.

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