“Homens poderosos sabem esperar. Mas nunca deixam de cumprir.”
Elena sabia que estava brincando com fogo.
O que não sabia era o quanto ele gostava de controlar as chamas.
Elena sentiu a mudança no próprio corpo antes mesmo de reagir conscientemente, e a respiração escapou mais lenta quando os dedos dele traçaram um caminho sutil, explorando a linha do vestido como se estudasse a geografia do que seria revelado mais tarde.
— Damian… — murmurou, e havia na voz uma mistura de advertência e expectativa.
Ele se inclinou em direção ao ombro nu dela, e seus lábios tocaram a pele exposta com uma lentidão que transformava o simples gesto em promessa. O beijo foi demorado, quente, seguido por outro ainda mais lento, enquanto a mão dele subia alguns centímetros pela coxa, pressionando com cuidado, sentindo a reação imediata do corpo dela sob o toque persistente.
Ela não afastou a mão dele.
— Damian… — murmurou, sentindo o calor subir pela pele.
— Diga para eu parar — ele provocou, com a voz mais baixa.
Ela não disse.
— Você não tem ideia do que fez comigo esta noite.
Ela abriu os olhos apenas o suficiente para encará-lo, e o sorriso que surgiu era consciente, apesar do tremor que a percorria.
— Acho que tenho, sim.
Os dedos dele traçaram um caminho lento pela lateral do vestido, explorando o limite entre ousadia e paciência.
— Eu tive que sorrir, conversar, brindar… — ele continuou, aproximando o rosto do ouvido dela. — Quando tudo o que eu queria era tirar você de lá.
Ela fechou os olhos por um segundo.
— Então por que não fez?
Ele sorriu contra o pescoço dela.
— Porque eu gosto de esperar.
A mão dele subiu alguns centímetros, pressionando levemente, provocando um arrepio involuntário que percorreu o corpo dela.
— Você está tremendo — ele observou.
— É o champanhe.
Com uma ousadia crescente, os dedos dele deslizaram pela lateral do vestido, encontrando a abertura discreta e adentrando o tecido com precisão, tocando-a de forma íntima, explorando com movimentos ritmados e suaves que a faziam arquear levemente contra o banco.
Ele a tocava por cima da calcinha devagar, com toques circulares que enviavam ondas de prazer que se espalhavam por todo o seu corpo. Elena mordeu o lábio inferior para conter um suspiro, fechando os olhos enquanto o coração martelava ainda mais forte.
— Você não imagina como é linda quando goza.
Elena levou a mão ao peito dele, sentindo o ritmo acelerado do coração sob o tecido do terno, percebendo que o autocontrole dele estava mais frágil do que aparentava.
— Você prometeu esperar — sussurrou, inclinando o rosto em direção ao dele, com a voz entrecortada e o rosto corado.
Ele roçou o nariz no dela, os lábios quase se tocando, sem interromper os toques suaves que agora acalmavam, retirou a mão devagar, deixando-a com uma sensação de vazio e anseio.
— Eu disse que esperaria até o fim da noite — respondeu com um tom que misturava humor e desejo contido.
O carro fez a curva final em direção à estrada que levava à mansão, e a respiração de ambos já não seguia o mesmo ritmo tranquilo do início da viagem. Damian apoiou a testa na dela por um instante, como se estivesse reunindo o pouco de controle que ainda lhe restava antes de atravessar definitivamente a linha entre o público e o privado, retirando a mão devagar, deixando-a com uma sensação de vazio e anseio.
— Aguente mais alguns minutos — murmurou com a voz baixa e carregada de promessas. — Porque eu ainda não terminei.
Do lado de fora, os portões da mansão começaram a se abrir lentamente, revelando o caminho iluminado que os conduziria para dentro.
E, naquela parte da noite, não havia mais aplausos, nem flashes, nem espectadores.
Apenas expectativa e a promessa silenciosa de que o que havia começado sob luzes públicas seria finalmente consumado na intimidade das sombras.
Ele disse que ainda não tinha terminado. E pela forma como a olhava, Elena sabia que aquilo era apenas o começo.

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