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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 191

“Homens poderosos sabem esperar. Mas nunca deixam de cumprir.”

Elena sabia que estava brincando com fogo.

O que não sabia era o quanto ele gostava de controlar as chamas.

Elena sentiu a mudança no próprio corpo antes mesmo de reagir conscientemente, e a respiração escapou mais lenta quando os dedos dele traçaram um caminho sutil, explorando a linha do vestido como se estudasse a geografia do que seria revelado mais tarde.

— Damian… — murmurou, e havia na voz uma mistura de advertência e expectativa.

Ele se inclinou em direção ao ombro nu dela, e seus lábios tocaram a pele exposta com uma lentidão que transformava o simples gesto em promessa. O beijo foi demorado, quente, seguido por outro ainda mais lento, enquanto a mão dele subia alguns centímetros pela coxa, pressionando com cuidado, sentindo a reação imediata do corpo dela sob o toque persistente.

Ela não afastou a mão dele.

— Damian… — murmurou, sentindo o calor subir pela pele.

— Diga para eu parar — ele provocou, com a voz mais baixa.

Ela não disse.

— Você não tem ideia do que fez comigo esta noite.

Ela abriu os olhos apenas o suficiente para encará-lo, e o sorriso que surgiu era consciente, apesar do tremor que a percorria.

— Acho que tenho, sim.

Os dedos dele traçaram um caminho lento pela lateral do vestido, explorando o limite entre ousadia e paciência.

— Eu tive que sorrir, conversar, brindar… — ele continuou, aproximando o rosto do ouvido dela. — Quando tudo o que eu queria era tirar você de lá.

Ela fechou os olhos por um segundo.

— Então por que não fez?

Ele sorriu contra o pescoço dela.

— Porque eu gosto de esperar.

A mão dele subiu alguns centímetros, pressionando levemente, provocando um arrepio involuntário que percorreu o corpo dela.

— Você está tremendo — ele observou.

— É o champanhe.

Com uma ousadia crescente, os dedos dele deslizaram pela lateral do vestido, encontrando a abertura discreta e adentrando o tecido com precisão, tocando-a de forma íntima, explorando com movimentos ritmados e suaves que a faziam arquear levemente contra o banco.

Ele a tocava por cima da calcinha devagar, com toques circulares que enviavam ondas de prazer que se espalhavam por todo o seu corpo. Elena mordeu o lábio inferior para conter um suspiro, fechando os olhos enquanto o coração martelava ainda mais forte.

— Você não imagina como é linda quando goza.

Elena levou a mão ao peito dele, sentindo o ritmo acelerado do coração sob o tecido do terno, percebendo que o autocontrole dele estava mais frágil do que aparentava.

— Você prometeu esperar — sussurrou, inclinando o rosto em direção ao dele, com a voz entrecortada e o rosto corado.

Ele roçou o nariz no dela, os lábios quase se tocando, sem interromper os toques suaves que agora acalmavam, retirou a mão devagar, deixando-a com uma sensação de vazio e anseio.

— Eu disse que esperaria até o fim da noite — respondeu com um tom que misturava humor e desejo contido.

O carro fez a curva final em direção à estrada que levava à mansão, e a respiração de ambos já não seguia o mesmo ritmo tranquilo do início da viagem. Damian apoiou a testa na dela por um instante, como se estivesse reunindo o pouco de controle que ainda lhe restava antes de atravessar definitivamente a linha entre o público e o privado, retirando a mão devagar, deixando-a com uma sensação de vazio e anseio.

— Aguente mais alguns minutos — murmurou com a voz baixa e carregada de promessas. — Porque eu ainda não terminei.

Do lado de fora, os portões da mansão começaram a se abrir lentamente, revelando o caminho iluminado que os conduziria para dentro.

E, naquela parte da noite, não havia mais aplausos, nem flashes, nem espectadores.

Apenas expectativa e a promessa silenciosa de que o que havia começado sob luzes públicas seria finalmente consumado na intimidade das sombras.

Ele disse que ainda não tinha terminado. E pela forma como a olhava, Elena sabia que aquilo era apenas o começo.

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