“Existem noites em que o corpo decide antes da razão.”
Elena Rossi
Naquela madrugada meu corpo despertou primeiro… e levou minha razão junto com ele.
Acordei de repente no meio da madrugada.
O quarto ainda estava mergulhado na penumbra suave da luz da lua que atravessava as cortinas entreabertas, espalhando sombras delicadas pelas paredes. Meu corpo estava quente, tomado por uma sensação pulsante e inquieta que se espalhava lentamente por mim, como uma onda difícil de ignorar. Meu coração batia mais rápido do que o normal, e a umidade entre minhas pernas fez com que eu apertasse as coxas instintivamente, tentando conter aquela reação inesperada.
— Meu Deus… o que é isso? — pensei, esfregando os olhos na tentativa de afastar o resto de sono. — O que está acontecendo comigo?
Era uma sensação estranha, como se meu próprio corpo tivesse despertado antes da minha mente, reagindo sozinho, exigindo algo que eu ainda não conseguia entender completamente, muito menos controlar.
Virei o rosto devagar.
Damian dormia tranquilamente ao meu lado, deitado de barriga para cima, com o peito largo subindo e descendo em um ritmo calmo e constante. Minha cabeça ainda repousava sobre ele, apoiada contra seu peito quente, e eu podia sentir claramente o calor da pele dele contra minha bochecha.
O cheiro fresco do sabonete, misturado ao perfume natural da pele dele, um aroma familiar que sempre parecia me envolver e me deixar um pouco tonta.
Seus braços estavam relaxados, e um deles ainda permanecia meio envolto na minha cintura, como se mesmo dormindo ele se recusasse a me deixar ir.
Meus olhos deslizaram lentamente pelo corpo dele, percorrendo as linhas fortes e bem definidas que eu já conhecia tão bem. Mesmo sob a luz suave que entrava pela janela, era possível perceber o desenho dos músculos do abdômen se destacando sob a pele.
Meu olhar continuou descendo devagar.
Foi então que percebi que ele estava sem cueca por baixo da calça de moletom fina que vestia para dormir. O tecido leve acompanhava o contorno do corpo dele de forma sutil, mas suficiente para que meu coração desse um pequeno salto dentro do peito.
Uma onda repentina de desejo me atravessou.
Mordi o lábio inferior com força, sentindo o calor subir rapidamente para o rosto.
— Meu Deus… isso só pode ser culpa dos hormônios da gravidez — pensei, quase rindo de mim mesma.
Tudo parecia mais intenso e mais vivo agora. Como se aquele pequeno segredo crescendo dentro de mim tivesse despertado algo novo, um fogo inesperado que eu ainda não sabia muito bem como controlar.
Mesmo assim, não consegui resistir.
Com cuidado para não acordá-lo, me movi devagar. Levantei um pouco o corpo e me posicionei sobre ele, sentando-me em seu quadril, com as pernas de cada lado. O robe escorregou um pouco pelos meus ombros durante o movimento, mas naquele momento eu não me preocupei com isso.
Inclinei-me para frente lentamente, fazendo meu peito roçar de leve o dele enquanto eu aproximava o rosto do pescoço de Damian. Comecei a beijar sua pele com delicadeza, deixando pequenos beijos ao longo da curva do pescoço, sentindo o calor da pele dele e o pulsar suave da veia sob meus lábios.

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