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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 227

“O amor muda um homem…mas descobrir que vai ser pai muda o mundo inteiro.”

Elena Rossi

Por alguns segundos depois da confissão de Damian, eu simplesmente permaneci ali, parada diante dele como se o tempo tivesse desacelerado ao nosso redor, olhando para aquele homem que o mundo inteiro costumava descrever como frio, calculista e impossível de alcançar, enquanto tentava compreender como alguém que comandava impérios com tanta facilidade conseguia, naquele momento, estar completamente exposto diante de mim, com o olhar aberto, vulnerável e cheio de algo que eu nunca tinha visto antes.

A chuva ainda escorria lentamente pelos cabelos dele, deslizando pelas têmporas e pela linha firme do maxilar antes de desaparecer na gola da camisa completamente encharcada que agora se colava ao corpo largo e forte, mas Damian parecia completamente alheio a qualquer desconforto físico, como se o frio, a água e o fato de que um salão inteiro cheio de empresários importantes ainda o esperava para continuar uma homenagem em sua honra simplesmente não tivessem mais qualquer importância.

Porque naquele instante havia apenas uma coisa que realmente importava para ele.

Eu.

Os olhos dele permaneciam presos aos meus com uma intensidade quase desconcertante, como se estivesse esperando, com uma mistura de ansiedade e esperança, que eu dissesse alguma coisa capaz de responder à confissão que ele tinha acabado de fazer.

E foi exatamente naquele momento, enquanto eu observava aquela vulnerabilidade inesperada no homem que o mundo inteiro temia, que algo dentro de mim finalmente cedeu.

Uma pequena risada nervosa escapou dos meus lábios antes que eu conseguisse impedir, enquanto uma nova lágrima deslizava lentamente pelo meu rosto.

— Eu fui uma idiota… — murmurei, balançando a cabeça com uma mistura confusa de alívio, medo e incredulidade.

Damian franziu o cenho imediatamente, como se aquelas palavras o incomodassem profundamente.

— Ei… — disse com firmeza, levantando as mãos e segurando meu rosto entre os dedos ainda frios da chuva, obrigando meus olhos a encontrarem os dele — não faz isso.

Balancei a cabeça de novo, levantando uma das mãos como se pedisse silêncio, porque se ele dissesse qualquer coisa antes que eu conseguisse colocar para fora tudo aquilo que estava preso dentro do meu peito, eu provavelmente perderia a coragem.

Meu coração batia tão forte que parecia ecoar dentro da sala inteira.

Respirei fundo. E então dei um passo na direção dele.

A chuva ainda escorria lentamente pelos cabelos escuros de Damian, e havia algo quase dolorosamente humano na maneira como ele estava ali parado diante de mim, com a camisa molhada grudada ao corpo e os olhos fixos no meu rosto como se estivesse tentando ler cada pensamento que passava pela minha cabeça.

Engoli em seco.

— Eu saí daquele salão correndo — comecei, com a voz ainda trêmula — porque alguém me fez acreditar que talvez eu estivesse vivendo um sonho que não me pertencia.

Damian ficou completamente imóvel.

Mas eu vi exatamente o momento em que algo escuro atravessou o olhar dele. Aquele mesmo brilho perigoso que tantas pessoas no mundo dos negócios temiam.

Respirei fundo novamente.

— E por alguns minutos… eu acreditei.

Baixei os olhos por um instante antes de continuar.

--- Porque quando eu entrei naquele salão hoje… quando vi aquelas pessoas importantes, aquelas câmeras, todos olhando para você como se estivesse diante de um homem maior do que a própria vida… eu tive medo.

Levantei o olhar novamente para ele.

— Medo de que um dia você percebesse que eu não pertenço a esse mundo.

O silêncio que se seguiu pareceu pesado.

— Medo de quê exatamente? — Damian perguntou com a voz baixa.

Dei mais um passo. Agora havia apenas alguns centímetros entre nós.

— Medo de perder você.

As palavras saíram quase em um sussurro.

— Porque, Damian… eu amo você.

Os olhos dele se abriram um pouco mais.

— Amo o homem que o mundo inteiro respeita… mas amo ainda mais o homem que se ajoelha no chão para brincar com Sophia, que a deixa pintar as unhas dele de rosa sem reclamar e que olha para mim como se eu fosse algo precioso mesmo quando estou usando um moletom velho e o cabelo completamente bagunçado.

Um pequeno sorriso tremido apareceu nos meus lábios.

— Amo o homem que comprou este apartamento para que eu e minha irmã tivéssemos um lugar seguro… mesmo antes de ter qualquer certeza sobre nós dois.

Aproximei-me mais um passo e agora nossos corpos quase se tocavam.

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