“O verdadeiro poder de um homem não está no que ele conquista… mas em quem ele escolhe não perder.”
Quando Damian percebeu que Elena havia desaparecido do salão, o som da música, das conversas e dos aplausos perdeu completamente o sentido, porque naquele instante ele compreendeu algo que nenhum prêmio ou homenagem poderia compensar: se a perdesse, todo o resto deixaria de importar.
A chuva caía com força sobre a cidade quando o carro de Alessandro parou diante do prédio. Damian não esperou que ele estacionasse direito. No instante em que o veículo parou completamente, ele já estava saindo, batendo a porta atrás dele enquanto a água da chuva caía pesada sobre seus ombros, encharcando o paletó escuro em poucos segundos.
Mas ele não se importava.
Não com a chuva, nem com o frio ou com o fato de que, minutos antes, ainda havia um salão inteiro cheio de empresários esperando que ele voltasse para continuar sendo homenageado.
Nada disso importava. Tudo o que importava era Elena.
Ele atravessou a pequena área diante do prédio quase correndo, o som dos seus passos apressados ecoaram sobre o piso molhado enquanto a água escorria pelo rosto e pelo cabelo, se misturando com a respiração pesada que saía do peito dele.
Porque havia algo dentro dele que não permitia mais esperar.
Ele precisava vê-la, encontrá-la, dizer algo que talvez nunca tivesse dito para ninguém antes.
Damian empurrou a porta do prédio e entrou no saguão ainda encharcado, ignorando completamente o olhar surpreso do porteiro enquanto atravessava o espaço em direção ao elevador com passos rápidos e determinados.
O coração batia forte dentro do peito. Mais forte do que ele estava acostumado a sentir.
Quando as portas metálicas do elevador finalmente se abriram diante dele, Damian entrou imediatamente e apertou o botão do andar sem sequer olhar para trás.
Os segundos dentro da cabine pareceram longos demais. Cada andar subindo parecia uma eternidade.
E, pela primeira vez em muito tempo, Damian percebeu que estava nervoso.
Com algo infinitamente mais importante.
Quando as portas finalmente se abriram, ele saiu imediatamente e caminhou pelo corredor até parar diante da porta do apartamento e sem hesitar, tocou a campainha.
O silêncio do corredor parecia pesado demais.
Damian respirou fundo, apoiando uma das mãos na porta enquanto encostava a testa contra a madeira fria.
Por um segundo inteiro, ele apenas fechou os olhos. E então sussurrou, com a voz mais baixa do que alguém que comandava impérios costumava usar:
— Abre, princesa… por favor.
Por alguns segundos nada aconteceu. Até que o som suave do clique da fechadura eletrônica ecoou do outro lado fazendo a porta se abrir lentamente e Elena aparecer diante dele vestindo um roupão claro, com os cabelos ainda úmidos e os olhos marejados de lágrimas que ela claramente havia tentado esconder.
Damian não disse nada, simplesmente entrou e antes que qualquer palavra pudesse surgir entre os dois, as mãos dele envolveram o rosto dela com urgência e seus lábios encontraram os dela num beijo intenso, profundo. Um beijo que carregava tudo o que ele não tinha conseguido dizer ainda.
Medo.
Alívio.
Amor.
Quando finalmente se afastaram, as testas ainda encostadas e a respiração dos dois se misturando no pequeno espaço entre eles, Damian manteve os olhos fechados por um instante. Como se ainda estivesse tentando recuperar o controle de algo que havia se desorganizado dentro dele.

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