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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 239

“Alguns homens descobrem que são pais quando seguram um filho nos braços. Outros… no instante em que percebem que já dariam a própria vida para protegê-lo.”

Naquele dia, quando Damian Cavallari atravessou as portas da mansão ao lado de Elena com o exame ainda nas mãos e a notícia vibrando dentro do peito como algo vivo demais para caber apenas em palavras, ele acreditava que já havia sentido toda a emoção que um homem poderia suportar.

Ele estava completamente enganado. Porque ainda não tinha contado para Sophia.

Damian e Elena mal haviam atravessado a porta principal da mansão quando Sophia apareceu correndo pelo corredor como um pequeno furacão de energia, os cabelos claros balançando atrás dela enquanto os olhos curiosos já procuravam imediatamente o rosto dos dois.

— Então? — perguntou sem sequer diminuir o ritmo, parando bem diante deles com as mãos na cintura. — Vocês descobriram?

Elena riu baixinho, ainda com os olhos um pouco marejados depois da consulta, mas antes que pudesse responder, Damian se abaixou ligeiramente até ficar na altura da menina, apoiando as mãos nos joelhos enquanto a observava com aquele sorriso que raramente mostrava ao mundo, mas que sempre surgia quando estava perto da família.

— Descobrimos.

Sophia prendeu a respiração.

Damian se ajoelhou lentamente diante de Sophia, em um gesto que não tinha nada de ensaiado e tudo de instintivo. Nas mãos dele, havia uma pequena caixinha simples, delicada mas carregada de um significado tão grande que parecia pesar muito mais do que deveria.

Sophia inclinou a cabeça, curiosa, com os olhos atentos acompanhando cada movimento dele, enquanto Damian a observava com uma intensidade silenciosa, como se aquela pequena conversa fosse, de alguma forma, uma das mais importantes que ele já teria na vida.

— Antes de você abrir… — disse com, a voz mais baixa do que o habitual, carregando uma emoção que não se escondia completamente — eu preciso te perguntar uma coisa.

Sophia franziu levemente a testa.

— O quê?

Damian hesitou por um segundo. Mas o suficiente para mostrar que aquilo importava mais do que qualquer negociação que ele já tivesse conduzido.

— Você prefere… um menino ou uma menina?

Sophia piscou uma vez, como se a pergunta a tivesse surpreendido, e então um sorriso pequeno, mas absolutamente sincero, surgiu em seus lábios enquanto ela dava um passo à frente, aproximando-se dele.

— Tio Damian… — disse, com a voz suave, mas firme de um jeito que não combinava com a idade — eu vou amar e proteger o que for.

Ela fez uma pequena pausa. E então completou, olhando diretamente nos olhos dele:

— Eu prometo.

Alguma coisa no olhar de Damian mudou. Não de forma brusca, mas profunda. Como se aquelas palavras tivessem atravessado todas as camadas de controle que ele costumava manter erguidas entre ele e o resto do mundo.

Damian não disse nada; apenas sustentou o olhar por um segundo a mais do que o necessário, como se ainda estivesse absorvendo o peso daquele instante, antes de finalmente abrir a caixinha com uma calma quase deliberada. E lá dentro… repousava um pequeno sapatinho azul.

Minúsculo.

Perfeito.

Real.

Sophia levou as mãos à boca, com os olhos brilhando de emoção.

— É um menino…

Sophia não se moveu imediatamente. Era como se o próprio corpo precisasse de um segundo a mais para entender o que os olhos já haviam compreendido.

Então, com um cuidado quase reverente, ela estendeu as mãos pequenas que tremiam levemente, não de medo, mas da intensidade daquele momento, e pegou o sapatinho azul dentro da caixinha, segurando-o como se estivesse tocando algo frágil demais para o mundo.

Os dedinhos se fecharam ao redor do tecido macio. E, devagar… muito devagar… ela o levou até o rosto e inspirou. Como se aquele pequeno objeto pudesse carregar o cheiro de um futuro que ainda nem havia começado.

Os olhos verdes estavam completamente marejados agora, brilhando sob a luz suave do ambiente, enquanto os lábios trêmulos se entreabriam, lutando para formar uma palavra que parecia grande demais para caber na voz de uma criança.

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