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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 249

“Amar não é o que sentimos quando tudo é perfeito… é o que escolhemos quando finalmente temos algo que vale a pena ficar.”

Naquela noite, enquanto o mundo celebrava o começo de uma nova história, Elena percebeu, pela primeira vez com absoluta clareza, que não era o vestido, nem a música, nem o olhar das pessoas ao redor que tornavam aquele momento inesquecível… era o fato de que, entre todas as escolhas que poderia ter feito, ela havia escolhido ficar e, pela primeira vez, alguém havia escolhido ficar com ela.

Depois da emoção da valsa, que ainda parecia ecoar no ar como uma memória viva de tudo o que havia sido sentido segundos antes, Elena permaneceu por um instante no mesmo lugar, segurando o buquê com as mãos levemente trêmulas, enquanto o coração insistia em bater rápido demais dentro do peito, como se ainda não tivesse entendido que aquele momento, aquele sim, aquele beijo, aquele olhar, já havia acontecido e era real.

O perfume das flores se misturava ao calor suave das luzes do salão, e, por um breve segundo, ela apenas existiu ali, com o rosto ainda próximo ao de Damian, absorvendo tudo.

Até que…

— É AGORA! — a voz de Sophia ecoou pelo ambiente, vibrante, cheia de uma animação impossível de conter, quebrando o silêncio emocional com a leveza caótica de quem vivia cada instante como uma celebração.

Elena não conseguiu evitar o riso, ainda meio sem fôlego, com os olhos brilhando enquanto se afastava apenas o suficiente para olhar para ele.

— Eu acho que fui convocada…

Damian arqueou levemente uma sobrancelha, o canto da boca, se curvando em um sorriso lento, seguro.

— Você acha?

Minutos depois, Elena já estava posicionada de costas para o grupo de mulheres, o vestido branco desenhava sua silhueta com delicadeza enquanto o véu se movia suavemente a cada pequeno gesto, e o buquê repousava entre seus dedos como se ainda carregasse o peso simbólico de tudo o que aquele dia representava.

Ao redor dela, as risadas se espalhavam com leveza, vozes animadas, apostas sussurradas, mãos prontas.

Mas, por um segundo… ela hesitou.

Virou levemente o rosto por cima do ombro encontrando Damian.

Ele a observava como se ainda estivesse naquele mesmo instante da valsa, com um sorriso aberto, orgulhoso, quase incrédulo… como se, mesmo agora, ainda estivesse se permitindo acreditar que tudo aquilo era dele.

Beatrice cruzou os braços, divertida, observando a cena com olhos atentos.

— Vamos ver quem vai ser a próxima…

Elena inspirou fundo, sentindo o ar preencher os pulmões com uma calma que vinha de dentro, de tudo o que já havia sido decidido.

E então… lançou.

O buquê branco cortou o ar em um arco perfeito, girando lentamente sob a luz dos lustres, como se o próprio tempo tivesse desacelerado para acompanhar aquele pequeno instante de destino.

E caiu direto nas mãos de Maria.

— MARIA! — Sophia gritou, pulando no mesmo lugar, batendo as mãos animadas.

Beatrice levou a mão à boca, rindo, completamente surpresa.

— Eu não acredito!

Maria não reagiu de imediato. Na verdade… ela não reagiu.

Ficou completamente imóvel, como se o corpo tivesse esquecido qualquer comando básico, com os olhos arregalados que denunciavam o impacto daquele momento inesperado, enquanto o rosto era tomado por um calor súbito, intenso, impossível de controlar, tornando-se profundamente vermelho de uma forma que deixava evidente, para qualquer um que olhasse, o quanto ela havia sido atingida por aquilo.

E então… lentamente… ela levantou o olhar.

Do outro lado do salão, encostado com a discrição de sempre próximo a uma das colunas, James, o motorista da família, permanecia exatamente onde costumava estar, atento, silencioso, profissional.

Mas não naquele momento.

Porque, naquele instante… não havia absolutamente nada de neutro na forma como ele a observava.

Ele não sorriu.

Não se moveu.

Mas manteve os olhos fixos nela, com uma intensidade firme, contida, quase perigosa… como se estivesse dizendo algo que não poderia ser dito em voz alta.

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