“Algumas regras não são quebradas de uma vez. Elas cedem.”
Damian Cavallari
No instante em que Helena segurou o meu pulso. Foi como ver meu navio queimar no porto inimigo.
Partir seria a decisão mais lógica, ficar a única opção.
Esse pensamento atravessou minha mente com a clareza fria de quem sempre soube a hora exata de recuar. Eu sempre soube. Sempre respeitei limites, principalmente os meus. Construí uma vida inteira baseada nisso: controle, cálculo, contenção. Nada fora do lugar, nada que me escapasse. A única vez que quebrei as minhas próprias regras acabei sendo manipulado e machucado por uma mulher que brincou com aquilo que sempre protegi.
Mas a mão dela fechada no meu pulso e a forma que seus olhos verdes me encaravam, me fizeram hesitar.
— Por favor… fica comigo esta noite.
Ela não tentava me seduzir, não consciente. Ela parecia sonolenta e não queria ficar sozinha.
Eu permaneci imóvel.
Olhei para a mão dela em meu pulso, para a pele quente, vulnerável. Depois para o rosto. Os olhos estavam abertos agora, atentos a mim. Não tinha medo, muito pelo contrário, ela parecia confiar em mim e isso, infinitamente mais perigoso do que qualquer provocação.
Eu queria dizer não. Queria ser o homem que eu era, o que se afasta antes de perder o controle. Mas meu corpo não obedeceu.
Sentei-me na beira da cama sem perceber quando a decisão foi tomada. Apenas senti o colchão ceder sob meu peso e a mão dela relaxar um pouco, como se tivesse entendido que eu não iria embora, não ainda.
Elena sorriu e puxou o meu corpo para a cama depositando a cabeça sobre o meu peito. Fiquei imóvel por uns segundos, tentando processar tudo o que acontecia ali. Ela começa a se mexer, como se algo a tivesse incomodando e senta na cama, fazendo um bico que me fez rir internamente.
— O que houve Elena?
— Esse vestido… — ela tenta falar, mas para e leva a mão até os lábios.
— Está se sentindo mal?
— Damian… Ann…
Ela chamar o meu nome dessa maneira fez eu sair de mim. Virei o corpo dela e a beijei com urgência. Em seguida, meus lábios desceram pelo pescoço dela, mordiscando a pele sensível, deixando uma trilha de beijos quentes que faziam sua respiração acelerar. Desci mais, passando pelos seios, onde parei para circular a língua ao redor de um mamilo endurecido, sugando devagar, movendo a língua devagar, em círculos lentos. Elena gemeu baixo, um som rouco que ecoou no banheiro úmido, enquanto suas unhas cravavam levemente minhas costas, como se precisasse de algo para se segurar.
Continuei descendo, beijando sua barriga, sentindo os músculos contraírem sob os lábios. A água escorria por nós, tornando tudo mais escorregadio, mais intenso. Afastei-me dela por um instante, guiando-a para fora do chuveiro e para a banheira, onde me sentei na borda, deixando a água escorrer pelo ralo. Puxei o quadril dela para mais perto, posicionando-a de pé à minha frente, com as pernas ligeiramente afastadas.
Elena abriu os olhos devagar, ofegante, o peito subindo e descendo rápido, os cabelos molhados colados ao rosto.
— Damian, o que…
Sorri para ela, um sorriso lento e confiante, mantendo os olhos nos seus enquanto minhas mãos seguravam seus quadris com firmeza.
— Quero sentir o seu gosto, Elena. Você vai gostar…

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