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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 68

“Ficar não era o problema. O problema era o depois.”

O jantar continuou como se nada tivesse acontecido. O vinho voltou a ser servido, palavras neutras preencheram o espaço entre um olhar e outro. Mas nada ali era exatamente normal. Não depois do que aconteceu naquele salão.

Elena bebeu mais do que pretendia. Não por descuido, mas porque precisava de algo que ocupasse o lugar do que não tinha acontecido. O vinho descia lento, quente, misturando-se ao corpo ainda sensível, às memórias recentes do toque e da respiração dele próxima demais. Damian a observava em silêncio, como se estivesse medindo cada pequeno sinal, o ritmo com que ela levava a taça aos lábios, o leve rubor que insistia em permanecer na sua pele. Elena desviava o olhar todas as vezes que percebia que ele a observava. Mas Damian não tinha noção do que aquele gesto provocava no corpo dela.

Quando deixaram a mesa, caminharam lado a lado até o carro, sem pressa, como se o mundo tivesse diminuído o ritmo apenas para eles. Ainda sentia o efeito do vinho misturado às sensações que permaneciam vibrando na sua pele: o toque dele, o beijo e a dança que parecia não ter terminado quando a música cessou. Cada passo que davam até o carro, parecia um eco tardio do que havia acontecido dentro do salão.

Damian abriu a porta traseira do carro para ela, e Elena entrou com cuidado, sentindo o contraste do corpo ainda quente com o banco de couro frio. Quando ele se sentou ao lado dela, ela desviou o olhar para a parte externa do carro, não queria que ele percebesse o quanto a presença dele a afetava, mas o leve tremor de suas mãos ao apertar o paletó que ainda estava no seu corpo, deixou isso evidente.

O carro começou a se mover, e por alguns segundos nenhum dos dois disse nada.

Elena apoiou a cabeça no encosto e fechou os olhos por um instante. O vinho apenas preenchia o vazio deixado pelo toque dele, ainda vivo em sua pele.

O corpo estava pesado, relaxado demais, como se finalmente tivesse permitido descansar depois de semanas de tensão acumulada. Por instinto, levou as mãos aos próprios braços, tentando afastar o frio. Damian percebeu o gesto e sem dizer nada, tirou o paletó com um movimento calmo e o acomodou sobre os ombros dela.

— Obrigada. — respondeu abrindo os olhos e o encarando.

O tecido carregava o cheiro dele e tinha o peso exato para fazê-la se sentir protegida, quase sem perceber. Elena sorriu, ainda de olhos fechados, e, sem pensar, apoiou a cabeça no ombro dele.

O gesto foi tão natural que assustou.

Damian ficou tenso por um segundo. O corpo enrijeceu levemente, como se tivesse sido surpreendido por algo que não tinha esperado. A mão dele pairou no ar, indecisa, antes de repousar novamente na própria perna.

Mas então percebeu que a respiração dela havia mudado. Estava mais lenta, mas profunda. Elena havia adormecido.

O carro seguia silencioso pelas ruas, e Damian permitiu-se observá-la. A luz externa entrava em flashes suaves pela janela, iluminando o rosto dela por instantes breves. Os cabelos ruivos estavam presos, mas uma mecha insistente tocava seus lábios.

Ele levantou a mão com extremo cuidado, como se qualquer movimento brusco pudesse quebrar algo frágil. Com a ponta dos dedos, afastou a mecha do rosto dela, num gesto quase reverente. Elena se mexeu um pouco, mas não acordou. Apenas se aproximou mais, ajustando melhor a cabeça contra o peito dele.

Damian prendeu a respiração. Naquele momento, não era o desejo que ardia, era uma coisa mais silenciosa e muito mais perigosa. Ele não podia se deixar levar por esses pequenos gestos, era um homem que aprendeu da pior maneira as artimanhas de uma mulher, mas havia algo em Elena que ele não tinha enxergado em Valentina e isso o consumia.

Quando o carro finalmente chegou à mansão, o motorista desceu primeiro e abriu a porta. Damian tocou o ombro de Elena com suavidade, chamando-a em voz baixa, mas ela apenas murmurou algo inaudível. Sem insistir, ele passou um braço por trás das costas dela e o outro por baixo dos joelhos, erguendo-a com cuidado.

Elena se mexeu no instante em que foi retirada do carro, mas não despertou de verdade. Encostou a cabeça no peito dele, exatamente perto do ombro, e os braços se fecharam ao redor do pescoço dele num reflexo instintivo, como se o corpo reconhecesse ali um lugar seguro.

Damian sentiu o impacto no mesmo instante.

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