Entrar Via

Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 75

Meus pulsos ardiam sob a corda, mas minha cabeça doía mais.

“Por favor, bebê, fica bem. " Passei a mão na barriga ainda inexistente de leve."

O cheiro de gasolina e mofo quase me fazia vomitar. A cada respiração, sentia o gosto metálico do medo.

A porta rangeu e Zion entrou, arrogante, com aquele sorriso de quem acha que já venceu.

“Já acordou, princesa?”

“É, infelizmente. Não morri ainda para te dar sossego.”

Minha voz saiu mais firme do que eu esperava. Pensei na barriga, protegendo o bebê com a mão.

Zion ajoelhou na minha frente, destravando as cordas como se eu fosse apenas um objeto.

“Colabora, Caroline. Vai ser mais fácil para todo mundo.”

Levantei devagar, sentindo as pernas bambas. “Você nunca se cansa de ser escroto?”

Ele riu, puxando meu braço de maneira seca. “Nova York, lembra? Casamento rápido. Vai ser bom pra você também, acredita.”

“Bom para mim?” Eu o encarei, cheia de ódio. “Meu pai pelo menos teve coragem de ir embora sem olhar para trás. Você se esconde atrás de contrato, chantagem e medo.”

Os olhos dele endureceram. “Seu pai não é flor que se cheire, Caroline. E você sabe.”

“Agora eu sei.” Senti a raiva ferver — ele destruiu a vida da minha mãe por omissão, por egoísmo. Quantas noites eu ouvi minha mãe chorando, sozinha, e agora tudo fazia sentido: ele sabia de mim, mas nunca veio atrás.

Meu filho não vai sentir isso. Eu não vou repetir essa história.

Jamais.

Ele me puxou e me desamarrou. Apertei meus pulsos sentindo dor.

"Vai me deixar em carcere privado?"perguntei, mas ele ignorou."

No carro, o cinto apertava minha barriga. Apertei os olhos, o enjoo crescendo. O motor ligou, o carro se afastou da cabana.

“Tá passando mal?” Zion perguntou, sem disfarçar o desprezo.

“Não te interessa. Só quero que isso acabe.”

“Vai acabar, e você vai ficar calada. Se tentar alguma coisa, eu conto para o mundo inteiro o segredo do seu namoradinho do interior. E aí quero ver quem vai salvar ele de ser morto.”

Eu o encarei de lado, a raiva queimando minha garganta.

“Você não vai destruir ninguém, Zion. Você não tem esse poder.”

Ele acelerou. “Quero ver quem vai apostar nisso.”

As dores aumentaram, nas articulações, no peito. Tentei respirar, pensar só no bebê. Fechei os olhos, ouvi a voz da minha mãe, antiga:

“Um dia você vai ter que lutar sozinha. O mundo não perdoa menina fraca.”

Não vou ser fraca, mãe. Nunca mais.

Eu estava sentindo algo. Mas não era sobre o bebê.

Era como se eu estivesse… mudando.

Eu estava me transformando?

O carro parou de repente. Zion desceu, veio do meu lado, abriu a porta e puxou meu braço.

“Levanta.”

“Eu estou grávida, idiota! Quer me machucar mais?”

“Só faz o que eu mando!”

Ele tentou me puxar de novo. Senti uma onda de raiva. Meus músculos reagiram. Dei um empurrão, Zion tropeçou.

“O que…?” Ele me olhou assustado.

Meu corpo inteiro doía. Minha visão ficou embaralhada. Senti o bebê mexer, uma pontada no ventre.

Zion tentou me segurar de novo.

“Para de resistir, Caroline! Você vai só piorar tudo!”

“Você não manda em mim. Nunca mandou. Eu não sou problema seu pra resolver.”

Na floresta, ouvi galhos estalando. Um cheiro conhecido.

Damon. Meu coração disparou.

Zion parou, hesitante, olhando ao redor.

“Fica quieta, ouviu? Não faz cena.”

“Você está com medo?” Sorri, amarga.

Damon apareceu, passos firmes, olhos fixos em Zion.

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Marcada pelo meu chefe Alfa