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Marcada pelo meu chefe Alfa romance Capítulo 76

Caroline Hart.

Entrei em casa sentindo o peso de todos os dias ruins sobre meus ombros. O corredor parecia mais longo, o cheiro do lugar mais forte do que nunca. Cada passo doía — física e emocionalmente. As marcas nos pulsos ardiam. As lembranças, também.

Daiana largou tudo o que fazia na cozinha assim que me viu.

"Meu Deus, menina! Você tá machucada… Vem, senta aqui." Ela me apoiou até a cadeira, os olhos marejados de preocupação. "Vou preparar uma sopa, uma daquelas que curam qualquer coisa, até coração partido."

Tentei sorrir, mas a voz quase não saiu. "Obrigada, Daiana. Acho que é tudo o que eu preciso agora."

Ela passou a mão no meu cabelo, maternal, depois sumiu atrás das panelas. O cheiro de tempero fresco começou a invadir o ar, aquecendo meus sentidos cansados.

Me apoiei na mesa, os dedos tremendo. Olhei para a barriga, ainda pequena, e prometi em silêncio: "Vai ficar tudo bem. A sua mamãe está aqui."

Enquanto esperava, minha cabeça rodava com as imagens do sequestro, as palavras cruéis de Zion, o desprezo dele pelo meu medo.

Mas o que mais doía era saber que meu próprio pai era um monstro.

Senti ódio, um veneno amargo. “Ele nunca veio. Ele sempre soube. Me deixou e deixou minha mãe chorando noite após noite. Ele não merece nem saber da minha existência, muito menos do meu filho.”

Pouco depois, ouvi passos pesados. Damon apareceu no batente da porta, olhos escuros, o maxilar travado de preocupação.

"Você está bem, querida?" Ele não esperou resposta — me envolveu num abraço, apertado e quente, como se pudesse afastar todo o medo do mundo só com o corpo.

"Agora eu estou." Me aconcheguei nele, sentindo um alívio estranho, quase fora de lugar depois de tanto horror.

Ficamos assim por minutos que poderiam ser horas, até Daiana surgir de novo com a sopa fumegante.

"Comam. Depois vocês conversam. O corpo e o coração precisam de descanso." Ela colocou as tigelas na mesa e saiu, discreta como sempre.

Comi devagar, sentindo o gosto da infância, do lar, de tudo o que eu nunca tive direito. Damon sentou ao meu lado, passando a mão no meu cabelo de tempos em tempos, sem dizer nada.

Quando terminei, mal consegui subir as escadas sozinha. Ele me carregou no colo, e dessa vez não protestei. No quarto, me deitei, ainda com o cheiro da sopa, e fechei os olhos.

Damon deitou ao meu lado. Não disse nada, só me abraçou por trás, como se o mundo não pudesse mais me tocar.

Eu sabia que eu estava me transformando aos poucos...

Mas não queria falar sobre isso agora.

Senti o calor do corpo dele, o cheiro de floresta misturado ao perfume que agora era meu também. Ele acariciou meu braço devagar, os dedos suaves, mas cheios de desejo contido.

Meu corpo respondeu antes da mente: cada toque dele parecia curar uma ferida aberta, cada beijo era uma promessa de recomeço.

Eu precisava dele, precisava sentir que ainda estava viva.

Rolei de frente, beijei sua boca com fome, puxando-o para mim. O beijo foi crescendo, os corpos se ajustando.

As mãos dele foram descendo pelas minhas costas, pelos quadris, devagar, como se quisesse reaprender cada pedaço meu.

Tirei a camisa dele, sentindo os músculos, o calor, minhas unhas passavam sobre seus braços sentindo o músculo, em seguida, meus dedos passavam sob sua tatuagem.

Ele parou um instante, me olhando nos olhos, e sussurrou: "Eu te quero."

76. Amor paterno. 1

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