POV: CHIARA
O calor da água que caía do chuveiro batia nas minhas costas, mas o verdadeiro refúgio contra o frio daquela noite de terror era o corpo de Massimo colado ao meu. O banheiro ainda estava tomado pelo vapor denso, embaçando os vidros e criando uma atmosfera que parecia nos isolar do resto do mundo, de toda a morte e da violência que tinham ficado lá fora. Massimo juntou nossos lábios em um beijo calmo, profundo. Não era um beijo de desejo desenfreado, daqueles que costumavam nos incendiar; tinha um peso diferente. Havia uma promessa silenciosa ali. Através do toque suave de seus lábios e da forma como ele me segurava, eu soube, sem que ele precisasse dizer uma única palavra, que ele me protegeria de tudo. Que, a partir daquele momento, ele moveria céus e terra para garantir a minha segurança.
Quando nos afastamos lentamente, olhei para o corpo dele. A água morna começava a dissolver as manchas escuras de sangue que salpicavam sua pele, mas algumas marcas insistiam em ficar. Eu peguei o sabonete em barra, criei uma espuma densa entre as minhas mãos e comecei a passar pelo corpo dele, tirando os vestígios daquela noite trágica. Comecei de vagar, deslizando as palmas ensaboadas pelos seus ombros largos, sentindo os músculos dele tensos sob o meu toque. Desci o sabonete pelo seu peito, limpando cada centímetro com cuidado, e depois passei na barriga, sentindo a rigidez do seu abdômen se contrair a cada movimento meu.
Quando me aproximei praticamente abraçando ele para passar o sabonete nas suas costas, meu corpo se inclinou para frente. Meus seios colaram com força na barriga dele, e a proximidade anatômica me fez perceber imediatamente a reação dele. Mesmo sob a água e a gravidade da situação, pude sentir que ele já estava duro dentro da cueca, pressionando-se contra mim. Continuei a me movimentar para ensaboar as costas dele, e o atrito fez com que meus seios deslizassem pela sua barriga a cada movimento de vaivém dos meus braços.
Senti os dedos grandes e quentes de Massimo tocando com suavidade a lateral dos meus seios nesse momento, interrompendo o meu ritmo por um instante. Ele olhou para baixo, observando o formato deles cobertos de espuma, e depois subiu os olhos verdes para encontrar os meus.
— Você sabe que sou apaixonado nos seus seios, não é? — ele perguntou, com a voz grave vibrando baixinho no meu ouvido.
Eu dei um meio sorriso, sentindo o calor subir pelas minhas bochechas, e decidi provocá-lo de leve para dissipar a névoa pesada da noite.
— Eu não sabia... Pensei que talvez você gostasse de seios menores, mais discretos.
Massimo soltou uma risada curta, aquele som rouco que eu adorava, e balançou a cabeça de forma negativa.
— Os seus seios são perfeitos, Chiara. Eu gosto de fartura. Gosto exatamente do jeito que eles são.
Nesse momento, ele deu um passo à frente, encurralando-me de leve contra a parede de mármore do box. Ele juntou os meus seios com as duas mãos, apertando-os com uma firmeza possessiva, e inclinou a cabeça. Com uma lentidão torturante, ele passou a língua nos bicos que já estavam durinhos por causa da temperatura da água e do toque dele.
— Eu adoro mamar e chupar eles — ele murmurou contra a minha pele úmida, a voz carregada de uma luxúria genuína.
Eu senti minhas bochechas queimarem intensamente e desviei o olhar por um segundo, completamente corada com a audácia e a crueza do que ele tinha acabado de dizer. Massimo percebeu a minha reação na mesma hora. Um sorriso arrogante e divertido surgiu nos seus lábios molhados, e ele ergueu o meu queixo com o polegar.
— Você ficou com vergonha, Bella? — ele perguntou, achando graça da minha reação.
— Um pouco... — respondi honestamente, olhando para o peito dele enquanto tentava recuperar a compostura.
Então ele deu um passo para trás, deixando a água lavar a espuma dos nossos corpos, mas sem tirar os olhos de mim.

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