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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 110

Massimo deixou a sua xícara de porcelana sobre o pires com um som seco. Ele se virou para mim, a expressão mudando instantaneamente para algo rígido e inflexível.

— Você não vai sair da mansão hoje, Chiara. E nem nos próximos dias — ele disse, a voz saindo firme e sem margem para contestações. — Na verdade, eu irei ligar para o Orion ainda hoje e informarei que você não irá mais trabalhar na empresa.

O choque me fez largar a torrada no prato. Senti uma onda de indignação subir pelo meu peito.

— Massimo, já conversamos sobre isso antes! Eu quero continuar trabalhando na empresa. Eu gosto do meu trabalho e não quero ficar trancada aqui dentro.

Ele se inclinou ligeiramente na minha direção, fixando aqueles olhos verdes e dominantes nos meus. O tom dele era de puro comando, o tom do novo Don.

— Tínhamos conversado antes, Chiara. Agora os termos são outros. As coisas mudaram drasticamente a partir do momento em que havia uma bala mirada exatamente na sua direção ontem à noite. Eu não vou permitir a minha mulher exposta na empresa, atrás de uma mesa como secretária, virando um alvo fácil para qualquer um que queira me atingir.

Matteo, que até então estava apenas observando, limpou a garganta e interveio, deixando o seu lado brincalhão de fora.

— O Massimo tem razão, Chiara. Você não pode ficar exposta assim no meio da cidade depois do que aconteceu. Homens poderosos e desesperados, como os aliados do Moretti, vão tentar se aproveitar de qualquer oportunidade para atacar a Tríade. Pegar você em um escritório comum seria o plano perfeito deles. Você precisa ficar sob segurança máxima aqui na mansão.

Olhei de um para o outro, sentindo uma frustração imensa, mas a lógica fria do argumento deles era irrefutável. Vitorrio estava morto por ter entrado na minha frente poucas horas atrás. Eu não tinha escolha real a não ser aceitar a imposição, pelo menos por agora.

— Tudo bem — falei, cruzando os braços e sustentando o olhar de Massimo. — Mas isso será temporário. Até as coisas se acalmarem e esse Moretti ser resolvido.

Massimo deu um sorriso curto, quase uma risada sarcástica, e voltou a pegar sua xícara de café.

— Em outro momento nós conversamos sobre essa possibilidade, Bella.

Enquanto terminávamos o café em meio àquela trégua silenciosa, as portas da sala de jantar se abriram e Sofia chegou. Ela vestia roupas confortáveis, mas seus olhos estavam inchados e vermelhos, denunciando que ela tinha chorado boa parte da noite ao lado da mãe.

— Bom dia — ela murmurou, sentando-se na mesa com um suspiro pesado. Matteo estendeu a mão e apertou o ombro de Sofia em um gesto de apoio.

Mais tarde, após o café, o confinamento começou a me sufocar um pouco. Eu precisava falar com alguém de fora daquele turbilhão de máfia e Linhagem. Subi para o quarto, peguei o meu celular e liguei para Giulia.

— Chiara! Meu Deus, você está bem? — a voz de Giulia veio carregada de um desespero genuíno assim que ela atendeu. — Eu vi as notícias na internet sobre o tiroteio no evento beneficente! Disseram que foi uma falha de segurança horrível. Eu tentei te ligar ontem à noite, mas só dava caixa.

Sentei-me na beira da cama, tentando manter a voz calma para não alarmá-la ainda mais.

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