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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 114

POV: MASSIMO

O silêncio que se instalou na sala de estar após eu pronunciar o nome de Sofia era denso o suficiente para ser cortado com uma faca. Meus olhos continuavam fixos nela, frios e implacáveis. Eu vi o exato momento em que a cor sumiu do rosto da minha irmã e ela se endireitou no sofá, afastando-se de Matteo como se tivesse sido atingida por uma descarga elétrica. Matteo, por sua vez, assumiu uma postura rígida, ajeitando o paletó e focando os olhos em qualquer ponto que não fossem os meus.

— Sofia, suba e vá ver como está a nossa mãe — ordenei, a voz saindo baixa, porém carregada com o peso de uma ordem inquestionável.

Ela não pestanejou. Engoliu em seco, assentiu levemente com a cabeça e se levantou do sofá sem dizer uma única palavra, caminhando a passos rápidos em direção às escadas. Chiara nos observava em silêncio, recolhida em sua poltrona, com uma expressão que misturava confusão e uma leve apreensão. Ela ainda não compreendia totalmente as regras invisíveis que governavam esta casa, o nível de decoro e a vigilância que eu mantinha sobre tudo e todos.

Adrian quebrou o transe ao girar as rodas da sua cadeira, aproximando-se da mesa de centro. Ele olhou para Matteo e depois para mim, soltando um suspiro curto.

— O perímetro externo recebeu mais duas patrulhas vindas do norte, Massimo — Adrian falou, mudando de assunto para aliviar a pressão no ambiente. — Matteo e eu estávamos organizando as escalas mais cedo.

— Ótimo. Matteo, pegue os relatórios e me encontre no escritório em dez minutos. Adrian, venha com ele — comandei, sem desviar os olhos de Matteo. Dei um passo em direção a Chiara, tocando de leve em seu ombro antes de sair. — Bella, preciso resolver os assuntos da Tríade.

Mais tarde, as portas duplas de carvalho do meu escritório estavam trancadas. O ambiente cheirava a couro legítimo, tabaco e ao aroma forte de café que Francesca havia deixado sobre a mesa lateral. Matteo e Adrian estavam posicionados à minha frente. Enzo, estava de pé ao lado da grande mesa de mogno, onde um mapa tático da região metropolitana de Milão estava estendido, cercado por relatórios financeiros e telas de tablets que mostravam imagens de satélite em tempo real.

Estávamos acertando os detalhes finais para a captura de Moretti. A destruição dos seus galpões e o incêndio dos seus clubes clandestinos nas últimas setenta e duas horas haviam cumprido o papel de sufocá-lo economicamente e isolá-lo de seus aliados. Agora, ele era um rato acuado, procurando um buraco para se esconder.

— As informações do nosso informante na fronteira com a Suíça confirmam que Moretti tentou mover fundos de emergência esta manhã, Don Massimo — Enzo explicou, apontando com uma caneta preta para uma coordenada específica no mapa. — Ele sabe que as rotas comerciais normais foram bloqueadas pela nossa milícia. Nossas equipes interceptaram o comboio financeiro dele e eliminamos os batedores. Ele está sem dinheiro vivo e com pouquíssimos homens de confiança restantes.

— Onde ele está se escondendo, Enzo? — perguntei, inclinando-me sobre a mesa, apoiando as palmas das mãos na madeira escura. Minha mente já desenhava o momento exato em que eu colocaria as mãos no pescoço daquele infeliz.

— De acordo com o cruzamento de dados que Adrian extraiu dos servidores secundários da rede dele, Moretti recuou para uma propriedade rural fortificada nas proximidades de Pavia — interveio Adrian, ajustando a postura na cadeira de rodas. Seus olhos brilhavam com o desejo de vingança. — É uma antiga fazenda de oliveiras que pertence a um laranja dele. Tem muros altos e câmeras de segurança, mas a estrutura elétrica é vulnerável. Podemos cortar a energia e deixá-los às escuras em questão de segundos.

Matteo bateu com os dedos na mesa, o rosto fechado e sério.

— Eu posso liderar a equipe de assalto alfa pela ala leste, Massimo. Entramos pelos fundos, limpamos os guardas da guarita externa e abrimos caminho para você entrar pela porta da frente. Não precisamos de mais do que doze homens bem armados para dominar o lugar.

— Não quero um massacre barulhento que chame a atenção da polícia local antes da hora — instruí, a voz gélida. — Quero uma infiltração limpa. Enzo, você e Matteo comandam a contenção. Cerquem a propriedade. Ninguém sai vivo daquela fazenda, exceto o Moretti. Ele é meu. Quero que ele me veja chegar. Quero ver o terror nos olhos dele quando ele perceber que o sobrenome Capone não morre com o meu pai.

— Entendido, Don Massimo — Enzo assentiu prontamente, recolhendo os papéis e organizando as diretrizes para os esquadrões que partiriam na madrugada seguinte.

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