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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 115

POV: CHIARA

O silêncio do corredor da mansão àquela hora da madrugada. Meus pés descalços não faziam o menor ruído contra o chão frio enquanto eu caminhava em direção à única luz que restava acesa no andar de baixo. Quando empurrei a porta pesada de carvalho do escritório, o cheiro forte de tabaco e o aroma denso do whisky flutuaram até mim na penumbra. Massimo estava sentado atrás da imensa mesa de mogno, sem o paletó, com os primeiros botões da camisa abertos e um cigarro aceso entre os dedos.

Assim que ele percebeu a minha presença, seus olhos escuros se estreitaram. Ele me varreu de cima a baixo com um olhar rígido, fixando-se no decote profundo da minha camisola branca de seda.

— O que você pensa que está fazendo andando pela casa vestida desse jeito, Chiara? — a voz dele saiu grave, ríspida, ecoando com uma autoridade que faria qualquer um recuar.

Confesso que, por um segundo, deu vontade de rir. A pose de Don dele, tentando manter a postura de chefe implacável mesmo estando claramente exausto, era quase adorável. Mas engoli o riso e continuei caminhando em direção a ele, sem me abalar com o tom duro.

— Já são quase três da manhã, Massimo — falei mansa, parando bem na frente da mesa. — Você ainda não tinha ido para a cama e eu fiquei preocupada. Queria saber se você estava bem.

Ele deu mais uma tragada no cigarro, observando as linhas do meu corpo através do tecido fino e quase transparente da camisola.

— E então você decidiu sair andando pela casa com uma camisola fina e transparente desse jeito para verificar? — ele rebateu, a voz abaixando um tom, mas mantendo a firmeza.

— Eu não pensei na roupa que estava vestida, Massimo — respondi com sinceridade, dando a volta na mesa e parando exatamente entre as pernas dele. — Só pensei em ver como você estava.

Ele levou o cigarro à boca mais uma vez, deu um longo trago, sustentando o meu olhar, e soltou a fumaça lentamente para o lado. Em seguida, esmagou a brasa no cinzeiro de cristal com um movimento calmo.

Olhei para o copo de cristal na mesa e balancei a cabeça de leve.

— Eu lá em cima, preocupada com você, e você aqui embaixo, bebendo e fumando sozinho no escuro.

Antes que eu pudesse dar um passo para trás, as mãos grandes de Massimo agarraram a minha cintura com força. Em um único movimento preciso, ele me puxou para o colo dele, me colocando sentada de frente, com uma perna de cada lado do seu quadril. Minha camisola subiu um pouco, e ele apoiou as duas mãos firmemente nas minhas coxas expostas.

— Você veio aqui só para saber se eu estava bem, Bella... ou tinha outras intenções ao aparecer no meu escritório vestida assim? — ele sussurrou, o rosto a centímetros do meu.

Enquanto falava, ele começou a subir as mãos lentamente pelas minhas pernas. Os dedos quentes subiram pelas minhas coxas, arrastando o tecido da camisola, até chegarem na minha bunda. Quando suas palmas espalharam-se pela minha pele, ele deslizou os dedos e percebeu imediatamente o pedaço mínimo de tecido que cobria a minha intimidade. Eu estava usando uma calcinha fio dental.

Massimo soltou um suspiro pesado, o maxilar travando por um instante.

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