POV: CHIARA
O ar no quarto parecia saturado de eletricidade e do perfume da nossa intimidade. Depois de Massimo me devorar inteira com sua boca e foder a minha boceta com a fome e a ferocidade de um homem que parecia estar há dias sem o seu alimento favorito, o meu corpo inteiro flutuava em uma dormência deliciosa. Eu já tinha perdido completamente as contas de quantas vezes tinha gozado nos braços dele desde que trancamos aquela porta. Minhas pernas tremiam e o meu fôlego era curto. No entanto, quando olhei para baixo, vi que ele ainda estava completamente duro, pulsando com a mesma imponência de antes, e eu mesma descobri que não estava satisfeita. Era a nossa noite de núpcias. O início do nosso império e da nossa vida juntos. Eu queria aproveitar cada segundo ao máximo, extraindo dele todo o prazer e o fogo que ele guardava.
Criei coragem e me levantei da cama, ficando de pé sobre o tapete felpudo. Meu corpo protestou levemente com a mudança de posição, mas a determinação nos meus olhos falou mais alto. Virei-me de costas para ele, afastando os cabelos, e olhei-o por cima do ombro com um convite mudo.
— Abra para mim, Massimo — pedi, a minha voz saindo em um sussurro arranhado pelo cansaço e pelo desejo.
Ele não hesitou. Massimo levantou-se da cama como um predador e se aproximou por trás. Seus dedos grandes e firmes começaram a abrir o zíper e os pequenos botões de pérola que moldavam o vestido sereia às minhas costas. Com movimentos que misturavam a sua força bruta com o cuidado de quem manuseia algo valioso, ele me ajudou a retirar a peça. O tecido pesado de renda branca desceu pelo meu corpo, amontoando-se ao redor dos meus pés no chão.
Quando me virei de frente, ele deu um passo para trás e me analisou de cima a baixo. O olhar dele estava impregnado de uma admiração crua, possessiva e profunda. Naquele momento, vendo as suas pupilas dilatarem, percebi que cada detalhe da lingerie vermelha que eu tinha escolhido meticulosamente para essa noite — com a cinta-liga desenhando minhas coxas e os saltos altos que me deixavam mais imponente — tinha valendo a pena. Ele parecia hipnotizado pelo contraste do vermelho contra a minha pele.
Levei as mãos à cabeça, tateando o topo do meu penteado.
— Vou tirar o véu para não atrapalhar... — comecei a dizer, buscando os grampos.
— Não — Massimo interrompeu imediatamente, a sua voz grave ecoando como uma ordem inquestionável. Ele deu um passo à frente, segurando os meus pulsos com firmeza. — Deixe o véu exatamente onde está.
Eu engoli em seco, o meu coração disparando com a urgência que emanava dele. Antes que eu pudesse processar, ele se abaixou e me pegou no colo com uma facilidade absurda, suspendendo o meu corpo no ar. Instintivamente, enlacei as minhas pernas ao redor da sua cintura larga, segurando-me nos seus ombros robustos. Massimo usou uma das mãos para afastar novamente a tirinha fina da minha calcinha vermelha e, sem qualquer aviso ou preliminar desnecessária, ele me penetrou de uma única vez.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Massimo - A Obsessão do Don