— Então me mostra... — desafiei entre dentes, jogando a cabeça para trás enquanto sentia o meu interior ser esmagado pela força dele. — Me mostra que você realmente sabe comer a puta da sua esposa, Massimo!
— Safada do caralho — ele xingou baixo, apertando a minha carne com tanta força que eu sabia que ficariam marcas dos seus dedos ali amanhã.
Eu estava fora de mim, entregue àquela violência consensual que nos movia. Eu estava beijando e lambendo o pescoço dele com desespero, quando Massimo desferiu uma estocada tão forte, tão profunda e repentina que, num puro instinto de dor misturada com um prazer avassalador, eu fechei a minha boca e dei uma mordida forte no ombro dele.
Massimo falou alto na mesma hora, soltando um rosnado de dor que ecoou alto:
— Puta que pariu, Chiara!
Quando recuei a cabeça e percebi o que eu tinha feito, senti um gosto metálico e quente invadir a minha boca. Olhei para o ombro dele e vi a marca perfeita dos meus dentes na pele; a mordida tinha sido tão forte que eu havia arrancado sangue dele, que agora escorria em um filete vermelho pelo seu peito. O pânico me atingiu por um milésimo de segundo.
— Massimo... meu Deus, me desculpa. Eu te machuquei... — comecei a falar, a minha voz saindo sôfrega enquanto eu tentava avaliar o estrago.
Ele nem sequer me deixou terminar a frase. Massimo avançou contra a minha boca em um beijo bruto e faminto, misturando a nossa saliva e sentindo o gosto do próprio sangue que ainda estava nos meus lábios. O beijo era violento, possessivo, uma afirmação de que ele comandava cada gota de dor e prazer naquele quarto. Quando separou os nossos lábios por alguns milímetros, ele arfou, os olhos fixos nos meus:
— Chiara, isso não é nada... Você pode me morder mais vezes se quiser. Eu gosto da dor.
— Você é um sádico, isso sim — sussurrei, maravilhada e assustada com a intensidade do homem com quem eu havia me casado.
— Eu nunca disse que era doce, Chiara. Você mesma acabou de dizer que não quer leveza de mim — ele relembrou, o canto da boca se curvando de forma sombria. — Eu sou assim. Gosto de fodas brutas, com tudo o que nos é permitido entre quatro paredes, inclusive a dor. E foder você com toda a minha força, te ouvir gritar o meu nome pelo quarto, deixar a sua boceta completamente vermelha e inchada de tanto te comer, para que você ainda me sinta dentro de você amanhã... sim, é exatamente assim que eu gosto. Então, pode morder e arranhar quantas vezes você quiser. Eu sou seu.

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