POV: CHIARA
Massimo deitou ao meu lado com aquele peso viril que eu já conhecia tão bem. Ele esticou o braço forte e me puxou para perto do seu peito, colando as nossas peles. Estávamos com os corpos completamente suados, a respiração dele ainda pesada batendo contra o topo da minha cabeça. Eu me sentia exausta, com aquela moleza gostosa que vem depois de um esforço bizarro, mas também estava cansada, ardida e, para ser bem sincera, completamente arrombada por dentro. A minha bunda estava toda melecada com a porra quente que ele tinha acabado de derramar ali na entrada, escorrendo devagar pelos lençóis de seda.
Ficamos ali esparramados na cama por longos minutos, apenas recuperando o fôlego perdido. Eu aproveitava aquele silêncio para descansar minha bunda, sentindo o meu cuzinho literalmente em chamas, ardendo de um jeito lascivo, embora o fogo do meu tesão estivesse temporariamente apagado após aquele orgasmo violento. Olhei para o lado e vi a cara de tarado que Massimo exibia, um sorriso de canto misturado a um olhar possessivo que me fazia sentir um verdadeiro troféu por ter sido enrabada daquele jeito tão bruto e bem-feito. Olhando para baixo, eu quase conseguia sentir o meu cuzinho piscando sozinho, tentando voltar ao normal depois de ter aguentado a pressão daquele pau enorme e grosso na nossa foda anal intensa.
Se me dissessem no passado que eu chegaria a esse ponto, eu jamais acreditaria. Tenho que confessar que nunca imaginei que fosse gostar tanto dessa loucura. Hoje, eu sou completamente viciada em sexo anal. Massimo tem me mostrado tantas posições diferentes, tantas sensações novas e prazeres que eu sequer sabia que existiam, que cada noite nossa parece ter uma novidade. O nosso sexo nunca cai na rotina; além de ser sempre absurdamente intenso, ele me destrói e me reconstrói na mesma velocidade.
Eu passava a pontinha da minha unha de leve pela barriga dele, desenho círculos invisíveis por cima dos gomos do seu abdômen definido, observando os pelos pubianos ralinhos que subiam até o umbigo. Enquanto isso, ele mantinha a mão grande nos meus cabelos escuros e suados, fazendo um carinho calmo que contrastava com a agressividade de minutos atrás.
— Está mais relaxado agora, meu amor? — perguntei com a voz mansa.
— Completamente relaxado, bella — ele respondeu, soltando um riso baixo que vibrou direto no peito onde eu estava apoiada. — A minha mulher sabe exatamente como cuidar de mim e como me desarmar.
— Pelo visto, nós sabemos cuidar muito bem um do outro — rebati, dando um sorriso cúmplice e erguendo o queixo para roubar um selinho rápido dos seus lábios, sentindo o gosto familiar da nossa intimidade.
Ficamos em silêncio por mais alguns minutos, apenas desfrutando do calor um do outro. O quarto estava fresco por causa do ar-condicionado, mas a nossa cama ainda emanava o calor do nosso suor. Foi quando eu senti um volume conhecido começar a pressionar a minha coxa. Olhei para baixo por entre os lençóis e arregalei os olhos de leve.
— Massimo... de novo? — perguntei, incrédula, soltando uma risada boba.
— Fazer o que se eu tenho uma mulher gostosa dessas na minha cama? — ele se justificou, sem um pingo de vergonha, segurando o meu quadril com mais firmeza. — Você me deixa assim, desse jeito, com uma facilidade irritante. Basta olhar para você nua e me vêm as piores ideias na cabeça. Está pronta para mais uma rodada?
Ele já estava completamente duro novamente, imponente, latejando contra a minha perna como se não tivéssemos acabado de passar quase uma hora nos esfolando no colchão. O apetite daquele homem era algo de outro mundo.
Senti um estalo de desafio acender dentro de mim. A ardência na minha bunda continuava ali, mas a safadeza que ele despertava em mim sempre falava mais alto. Eu queria mais.
— Pronta! — respondi, sentando-me na cama e olhando-o de cima com um sorriso provocante. — Mas agora eu quero em pé, contra a parede.
Massimo deu um sorriso predador, daqueles que mostravam que ele aceitava o desafio com o maior prazer. Ele se levantou da cama em um pulo, puxou-me pelos braços sem qualquer esforço e me prensou contra a parede fria do quarto, iniciando mais uma rodada intensa de sexo que se estendeu durante a madrugada, deixando o quarto preenchido com os nossos gemidos e o som dos nossos corpos se chocando até o amanhecer.
Alguns dias depois, a rotina da cidade e os meus compromissos com a clínica voltaram a ocupar o meu tempo, mas eu finalmente consegui uma brecha na agenda para respirar. Eu estava sentada com a Giulia em uma confeitaria bem charmosa no centro, aproveitando o final da tarde. O aroma de café fresco e baunilha dominava o lugar. Nós havíamos pedido duas xícaras de café e um pedaço generoso de torta de chocolate com frutas vermelhas para dividir.
Giulia e eu conversamos bastante sobre a minha vida de casada, as manias de Massimo que eu ainda estava descobrindo, e logo passamos para o assunto da Clínica Esperança. Contei a ela sobre os novos pacientes, o quanto o Dr. Arcuri estava sendo incrível na liderança da equipe médica e o orgulho que eu sentia de ver o projeto andando com as próprias pernas. Ela me ouvia com atenção, sorrindo e me parabenizando pelo sucesso.
Em determinado momento da conversa, enquanto limpava os lábios com o guardanapo, decidi mudar de assunto e focar nela. Havia algo que eu estava curiosa para saber.
— E me conta, Giulia... como foi a sua viagem para a Rússia? — perguntei, apoiando os cotovelos na mesa e inclinando o corpo para a frente. — Tem apenas dois dias que você pousou e você quase não mandou mensagens enquanto estava lá. Quero saber de tudo.
Percebi imediatamente que a postura dela mudou. Giulia desviou o olhar para a xícara de café, mexendo a colherzinha de metal com uma insistência desnecessária. Ela tentou não dar muitos detalhes, mantendo a resposta o mais vaga possível.
— Ah, Chiara... foi bom, sabe? Uma viagem normal, bem tranquila. Eu fui mais para espairecer a mente, o clima lá estava bem frio, deu para descansar bastante das obrigações daqui — ela disse, dando de ombros com um sorriso forçado.

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