POV: Chiara
O silêncio que se seguiu após o clique da chamada encerrada foi ensurdecedor. Olhei para a tela escura do celular, sentindo meu coração batendo na garganta. Giulia me encarava com os olhos arregalados, a taça de vinho esquecida na mão.
— Giulia, você viu isso? — Minha voz saiu trêmula. — Você ouviu o tom de voz dele? Ele não pergunta, ele decreta. Ele é possessivo, dominador... ele é um maníaco pelo controle!
Giulia soltou um suspiro longo, deixando o corpo relaxar no sofá.
— Amiga... eu vi. E ouvi. Mas, meu Deus, você viu aquele rosto na tela? Ele pode até ser dominador e possessivo, mas é um homão da porra! Um gostoso de primeira linha.
Eu a encarei, incrédula.
— Giulia, sério? Foi só isso que você conseguiu observar? O cara acabou de dizer que eu sou propriedade dele e que eu tenho um "dono"!
— Me desculpa, Chiara, mas com um homem desse e com aquela voz de trovão, nem tem como focar em outra coisa por um segundo. — Ela balançou a cabeça, voltando à realidade. — Mas agora, falando sério... ele disse que você se muda amanhã. Às nove? Antes mesmo de casar?
— É o que parece — respondi, passando as mãos pelo rosto. — Ele não me deu escolha. É como se ele estivesse comprando um móvel novo para a casa dele.
— E o que você vai fazer com esta casa? — Giulia apontou para a sala. — Você não pode simplesmente largar tudo. E as suas coisas? Suas roupas?
— Ele disse para não levar nada, que já mandou comprar tudo. — Senti um arrepio de revolta. — Eu não sei o que fazer com a casa, Giu. Vou deixar trancada por enquanto. Eu estou nervosa, estou apavorada. Eu nunca fui o tipo de mulher dócil ou submissa. Eu sempre lutei pelas minhas coisas, sempre tive minha voz... e agora parece que ele quer me amordaçar com dinheiro e poder.
Giulia segurou minha mão, o olhar ficando preocupado.
— Chiara, escuta... você vai precisar aprender a controlar essa sua língua. Eu te conheço, você não leva desaforo para casa, mas o Massimo não parece o tipo de homem que aceita desobediência. Se você bater de frente com ele o tempo todo, temo pelo que ele possa fazer. Por enquanto, jogue o jogo dele. Pelo seu pai.

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Massimo - A Obsessão do Don