POV: Chiara
Eu estava sentada na beirada daquela cama imensa, com o celular prensado entre a orelha e o ombro, enquanto tentava explicar para a Giulia que a mansão parecia mais um museu do que uma casa.
— Giu, você não tem noção. O banheiro é maior que a minha sala! — sussurrei, olhando para a porta para garantir que Massimo não apareceria do nada.
— Amiga, aproveita! Se for para ser prisioneira, que seja com lençóis de mil fios — Giulia brincou do outro lado, mas sua voz mudou para um tom mais sério logo depois. — Mas e ele? Como ele está te tratando?
— Como se eu fosse um troféu que ele acabou de polir. Ele é...
Três batidas secas na porta me interromperam. Francesca entrou antes mesmo que eu pudesse responder. Ela não pedia licença; ela simplesmente comunicava fatos.
— Senhorita Rossi, o alfaiate e sua equipe acabaram de chegar. Estão aguardando no salão de costura da ala leste. Por favor, não os faça esperar.
— Tenho que ir, Giu. O "circo" vai começar — murmurei e desliguei.
Respirei fundo e segui Francesca. Se eu ia ser obrigada a me casar, eu não ia fazer isso parecendo uma vítima indefesa. Se Massimo queria uma noiva, eu daria a ele uma que ele não conseguiria controlar tão facilmente.
Quando entrei no salão, fui recebida por um homem magro de meia-idade, vestido com um terno lilás impecável, rodeado por três assistentes que carregavam rolos de seda, rendas e caixas de veludo.
— Bellissima! — o homem exclamou, vindo em minha direção com uma fita métrica pendurada no pescoço. — Sou o Sr. Bianchi. O Senhor Capone me disse que eu teria um diamante bruto para lapidar, mas vejo que ele foi modesto.


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