POV: Massimo
Deixei a varanda sentindo o gosto da vitória e do vinho, mas o prazer de ter Chiara sob o meu teto foi interrompido pelo toque insistente do meu celular. Era um dos meus homens de confiança no porto. A carga que Moretti tentou interceptar finalmente estava segura e pronta para inspeção.
— Enzo! — chamei, minha voz ecoando pelo corredor de mármore. — Vamos para o galpão. Agora.
Saímos em um comboio de três SUVs blindados. O trajeto até a zona industrial de Milão foi feito em alta velocidade. Eu precisava descarregar um pouco da tensão acumulada naquela manhã, e nada como o cheiro de óleo, metal e autoridade sempre me colocava de volta no eixo.
Ao chegarmos, os homens se perfilaram. O galpão era um labirinto de containers e caixas de madeira pesadas. Caminhei até o centro, onde a carga principal estava aberta. Eram armas de última geração, tecnologia que a Tríade distribuiria para garantir que ninguém cruzasse nosso caminho.
— Tudo em ordem, chefe — informou o mestre de cargas.
— Verifiquem os números de série e despachem para o sul até o amanhecer — ordenei, voltando-me para Enzo, que observava o movimento com atenção.
Caminhamos para um canto mais afastado, longe dos ouvidos dos soldados. Enzo acendeu um cigarro e me olhou de lado.
— Você está movendo as peças rápido, Massimo. Chiara já está na mansão, o tratamento do pai dela começou... mas falta uma peça fundamental. Quando pretende apresentá-la à família?


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