POV: Chiara
Eu tinha acabado de ter um orgasmo sem que Massimo sequer me tocasse por baixo da roupa. Apenas a pressão do corpo dele, a urgência daquela ereção contra a minha intimidade e o aperto firme em meu pescoço foram suficientes para me desmanchar. E, puta que pariu, a parte mais sombria e erótica de mim gritava para que ele apertasse ainda mais forte.
Como eu vou conseguir resistir a esse homem?
A resposta veio no segundo seguinte, quando ele tomou minha boca em um beijo feroz. Não houve luta; eu apenas dei passagem para a língua dele, enquanto meu corpo ainda vibrava com os espasmos do clímax que eu acabara de atingir.
— Eu quero te foder tanto agora — ele gemeu contra meus lábios, aprofundando o beijo de uma forma que me deixou sem ar.
Ele movia a língua para dentro e para fora, em um ritmo que me fazia imaginar exatamente o que eu queria que ele fizesse entre as minhas coxas. Massimo segurou meu rosto com as duas mãos, me prendendo em seu toque possessivo.
— Porra, Chiara... Eu quero te deixar tão dolorida que, quando você se sentar, tudo o que sinta seja eu — ele sussurrou, e eu me entreguei totalmente, enredando minha língua na dele. — Eu quero você toda.
Massimo era tão seguro de si quanto era territorial. Ele interrompeu o beijo por um segundo apenas para trilhar um caminho de fogo pelo meu pescoço, mordiscando e sugando o ponto sensível logo abaixo da minha orelha. Deixei minha cabeça cair para trás, minhas mãos perdidas no peitoral duro dele.
— Massimo...
— Eu quero tudo. Que Deus ajude, mas eu não posso parar. Eu não vou — ele sibilou, raspando os dentes na pele onde meu pescoço encontrava o ombro.
Senti a sucção forte e soube que ele deixaria uma marca. E, pela primeira vez, eu queria isso. Queria uma marca de propriedade de Massimo Capone gravada na minha pele. Foda-se o que eu disse antes sobre nunca ser dele. O perigo que o rodeava me deixava tão cheia de desejo que a ideia de me entregar era a única coisa que restava.
Enfiei os dedos em seus cabelos, puxando os fios para mantê-lo ali, na minha garganta. Ele levantou a cabeça, e o desejo no rosto dele era tão visceral que cheguei a engasgar. Puxei com mais força, vendo suas narinas dilatarem e seus olhos ficarem ainda mais sombrios.
— Bellissima... você é minha — ele sorriu de forma predadora.
Se estar com Massimo era como encarar a escuridão, eu já estava perdida. E o pior: eu não queria ser encontrada.


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