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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 4

POV: Chiara

Quase uma hora se passou desde que vi aquele Mercedes preto estacionar. O som do telefone da minha mesa cortou o silêncio do escritório. Atendi com o coração na garganta.

— Chiara, compareça à sala de conferência. Agora! — A voz de Orion do outro lado estava tensa, desprovida de qualquer cortesia.

— Sim, senhor — respondi, mas o clique do desligamento veio antes que eu terminasse.

Levantei-me, sentindo minhas mãos tremerem de forma incontrolável. Alisei minha saia, respirei fundo e caminhei em direção à sala de conferência. Bati na porta com os nós dos dedos doloridos e a abri lentamente. Orion estava saindo; ele parou por um segundo, me lançou um olhar severo e sibilou:

— Comporte-se. E não faça besteira, Rossi.

Ele saiu, fechando a porta pesada atrás de mim com um estalo seco. O silêncio que se seguiu era denso, carregado de uma eletricidade que fazia os pelos dos meus braços se arrepiarem. No centro da sala, de costas para mim, ele estava lá. Massimo. Ele olhava para a vista do alto do prédio, as mãos nos bolsos da calça do terno perfeitamente cortado, emoldurado pelo horizonte de Milão.

— Pediu para me chamar, senhor? — Minha voz soou rouca, pequena. Limpei a garganta, tentando recuperar o fôlego que parecia ter ficado no corredor.

— Sim, eu pedi — ele respondeu.

Ele se virou lentamente. O movimento foi fluido, predatório. Sem os óculos escuros, a intensidade dos seus olhos verdes era avassaladora. Era como ser atingida por uma onda de calor e gelo ao mesmo tempo.

— Em que posso ajudar?

— Eu queria lhe ver. Agora, sente-se.

Suas palavras fizeram meus olhos se arregalarem. Senti o calor subir pelo meu pescoço, cobrindo meu rosto em um rubor que eu não conseguia esconder. O constrangimento lutava com uma curiosidade perigosa.

— O senhor... queria me ver? — perguntei, a surpresa nítida no meu tom enquanto eu me sentava na cadeira de couro à frente da mesa de reuniões.

Massimo sorriu. Não foi um sorriso aberto, mas algo lento, que mostrava dentes brancos e perfeitamente alinhados. Apesar do gesto, ele ainda parecia letal. Aquela visão disparou uma emoção incomum dentro de mim, uma vibração que desceu pela minha coluna e me fez apertar as coxas involuntariamente.

Ele abriu o botão do terno, revelando a camisa branca impecável que parecia conter a custo seus ombros largos, e sentou-se na minha frente.

— Massimo Capone.

O nome saiu de sua língua de uma forma exótica, com uma cadência italiana profunda e sexy que me fez corar ainda mais. Ele estendeu a mão grande sobre a mesa. Olhei para aquela mão por um segundo longo demais para ser socialmente aceitável, fascinada pelas tatuagens que espreitavam sob o punho da camisa.

Recuperei-me do transe e coloquei minha mão na dele. A pele dele era quente, firme, exalando uma masculinidade bruta. Ele envolveu minha mão inteira com a dele e, então, o mundo parou. Massimo levou meus dedos até a boca, inalando o meu perfume suavemente antes de depositar um beijo lento e deliberado sobre eles.

Puta que pariu.

Meu corpo inteiro se arrepiou. O tempo parecia ter dobrado sobre si mesmo. E ele não desviou o olhar por um milímetro sequer.

— Chiara — sussurrei, sentindo minha garganta secar. Limpei-a novamente para ganhar firmeza. — Chiara Rossi.

CAPÍTULO 4 1

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