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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 44

POV: Chiara

Assim que o carro parou, olhei pela janela e nem pude acreditar. Estávamos em frente ao Iyo, o restaurante japonês mais exclusivo de Milão, detentor de estrelas Michelin e uma lista de espera que levava meses.

— Esse é o melhor japonês da cidade — comentei, boquiaberta.

— Você já conhece? — Massimo perguntou, observando minha reação.

— Não, não... nunca vim. Mas sempre tive vontade de conhecer.

— Maravilha. Vai conhecer hoje.

Descemos do carro e, imediatamente, senti o peso firme e possessivo da mão dele na base das minhas costas. Tentei reprimir o arrepio que aquele simples toque acendeu em mim, mas foi inútil. Ele me conduziu para a entrada e só então percebi que algo estava estranho: a rua estava quieta demais. Sem carros, sem fila, sem pessoas.

— Massimo, parece que está fechado — sussurrei.

Ele olhou para mim e abriu um sorriso lento, quase predatório. Assim que chegamos à porta, ela se abriu como se estivesse nos esperando. Uma jovem garçonete sorriu para Enzo — que ficou de guarda na entrada — e fez uma reverência respeitosa.

— Boa tarde, Sr. Capone.

Massimo apenas inclinou a cabeça em reconhecimento. Ele me guiou para o interior, onde o aroma delicado de gengibre e saquê pairava no ar. Uma música suave tocava ao fundo, criando uma atmosfera íntima. Um senhor de mais idade, com um porte digno e elegante, aproximou-se rapidamente. Os dois apertaram as mãos e, para minha surpresa, começaram a conversar em um japonês fluente e bonito.

— Kon'nichiwa, Capone-san. Oai dekite ureshīdesu (Boa tarde, Sr. Capone. É um prazer vê-lo) — disse o homem, antes de olhar para mim com curiosidade. — Kono utsukushī josei wa daredesu ka? (Quem é esta bela mulher?)

— Kanojo wa watashi no fianseidesu (Ela é minha noiva) — Massimo respondeu com uma segurança que me fez perder o chão por um segundo.

— Sore wa odorokidesu! Subarashī sentakudesu ne. Omedetōgozaimasu (Isso é uma surpresa! Uma excelente escolha. Meus parabéns) — o senhor sorriu, curvando-se levemente.

— Arigatō — Massimo agradeceu.

Enquanto falavam, eu estava agudamente consciente da palma da mão dele ainda descansando nas minhas costas. Era um toque que exalava domínio, e eu não podia mentir: aquilo me emocionava de um jeito perigoso. Olhei para Massimo. Não havia nada de gentil ou doce nele, nem no jeito que ele se portava, e certamente não nos olhares constantes que ele me dava, como se estivesse me avaliando a cada segundo.

— Onde estão os outros clientes? — perguntei em um sussurro abafado quando começamos a seguir o proprietário para os fundos.

Massimo se inclinou, os lábios roçando minha orelha. O calor do corpo dele e seu perfume causaram um curto-circuito no meu cérebro.

— Eu queria você só para mim durante o almoço, então reservei o restaurante inteiro — ele confessou antes de se afastar. Senti o choque passar por mim; meus olhos deviam estar enormes.

O homem parou diante de uma mesa isolada e sorriu com orgulho.

— Capone-sama to sono utsukushī fujin no tame no, kono mise de saikō no seki desu. (O melhor lugar deste estabelecimento para o Senhor Capone e sua bela dama. )

Massimo agradeceu novamente em japonês e puxou a cadeira para mim. Quando ele se sentou à minha frente, fez algo que me chocou: estendeu a mão sobre a mesa e deslizou os dedos pela minha bochecha, ajeitando uma mecha de cabelo sobre meu ombro.

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