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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 47

POV: Chiara

Os dias que se seguiram foram estranhos e carregados. Massimo parecia ter se tornado um fantasma dentro da própria casa, mergulhado em reuniões que não terminavam nunca e saídas misteriosas com Matteo. O ar na mansão mudou; os seguranças estavam mais tensos, os olhares mais afiados, e o silêncio nos corredores era tão pesado que parecia que as paredes estavam prendendo a respiração.

Eu tentava manter o pouco que me restava de sanidade focando no trabalho. Quase não encontrava Massimo nos cafés da manhã; quando eu descia e perguntava por ele, Francesca sempre dava a mesma resposta: ele estava trancado no escritório e não podia ser interrompido, ou já tinha saído antes do sol nascer. Na empresa, o clima não era melhor. Eu sentia os olhos de Orion em mim, me seguindo de longe com uma expressão indecifrável — uma mistura de curiosidade mórbida e um medo que ele tentava esconder.

Naquela noite, ele voltou muito tarde. Eu estava na cama, tentando me perder em um livro, quando ouvi o som da porta se abrindo. Massimo não acendeu as luzes. Antes mesmo que ele desse um passo para dentro, o cheiro de bebida e aquele odor metálico, que eu preferia não nomear, invadiu o quarto.

— Ainda acordada, bella? — a voz dele saiu mais rouca que o normal, com um cansaço que parecia perigoso.

— Estava esperando você — respondi, fechando o livro. — Aconteceu alguma coisa? Você sumiu esses últimos dias.

Ele se aproximou e sentou na borda da cama. No escuro, seus olhos verdes brilhavam com uma intensidade que me causou um arrepio. Ele pegou minha mão e começou a traçar círculos na minha palma. O toque era frio, mas disparou chamas por todo o meu corpo.

— Apenas negócios de família, Chiara. Coisas com as quais você não precisa se preocupar — ele disse, com um tom finalizador que não admitia réplicas.

— Massimo...

— Agora não, Chiara — ele me repreendeu, a voz baixa.

Mas eu não conseguia mais me calar. A solidão daquela casa estava me sufocando.

— Às vezes sinto que estou vivendo como uma prisioneira e com um estranho — desabafei, a voz trêmula. — Em um momento você me leva para almoçar e é quase... normal. No outro, você olha para mim como se estivesse pronto para uma guerra. É assim que vai ser quando nos casarmos?

Ele soltou uma risada curta, sem um pingo de humor, e se inclinou até ficar a milímetros do meu rosto.

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