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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 62

POV: MASSIMO

O silêncio do quarto de hospital é diferente de qualquer outro. Não é um silêncio que traz paz ou descanso; é um silêncio denso, carregado de expectativa e de um medo que eu não me permitia verbalizar. Cada bipe rítmico das máquinas ligadas ao corpo de Adrian e cada passo abafado que os enfermeiros davam no corredor lá fora soavam para mim como uma contagem regressiva lenta. Eu estava sentado naquela poltrona desconfortável ao lado da cama dele há horas, observando a luz azulada e fria dos monitores refletir em seu rosto pálido e imóvel. Meus dedos batucavam impacientes no braço de couro sintético da cadeira, uma manifestação física da ansiedade que eu tentava conter enquanto aguardava a chegada dos médicos.

Matteo tinha saído há pouco tempo. Ele precisava de ar, de comida de verdade e de um café que não tivesse gosto de plástico queimado. Eu, por outro lado, sentia que se saísse daquele quarto, algo poderia mudar sem que eu estivesse presente para controlar.

Minha mente, no entanto, não estava apenas ali. Ela era um campo de batalha dividido. De um lado, a preocupação visceral com Adrian. Do outro lado, de forma quase intrusiva, estava Chiara.

Peguei o celular do bolso, abri o aplicativo de mensagens. Cliquei na nossa conversa e as últimas mensagens dela surgiram. Eu já as tinha lido pelo menos cinquenta vezes desde que chegaram, mas parecia que eu precisava de mais uma dose para manter a sanidade. A imagem daquela toalha branca, entreaberta de forma estratégica, revelando a pele quente e dourada pelo sol, estava queimada na minha retina. Se eu fechasse os olhos naquele instante, eu não via apenas a foto; eu sentia o cheiro doce e cítrico dela, sentia a textura macia daquela pele sob meus dedos e o calor da sua entrega total.

Chiara estava jogando um jogo perigoso, e eu sabia que ela tinha plena consciência disso. Ela sabia que eu estava longe, acorrentado por obrigações familiares que não podiam ser ignoradas, e usou essa distância para me torturar da forma mais deliciosa e cruel possível. O vídeo que ela enviou depois... a visão daquela intimidade pulsando, molhada e necessitada por minha causa, quase me fez perder o controle aqui mesmo, no quarto do hospital. Ter gozado ontem à noite exatamente ao mesmo tempo que ela, mesmo estando a quilômetros de distância, criou um vínculo invisível que eu ainda não sabia como rotular, mas que me prendia a ela de uma forma que contrato nenhum seria capaz.

Levantei-me, sentindo os ossos estalarem, e caminhei até a janela do quarto. O vilarejo lá fora começava a mergulhar nas sombras do final da tarde. Eu precisava de algo para acalmar os nervos, mas o controle era a única coisa que eu podia me dar no momento. Eu disse ao Matteo que seria fiel a ela, e cada fibra do meu ser confirmava essa decisão a cada segundo. O desejo que eu sentia por Chiara já tinha ultrapassado o campo carnal; era uma obsessão, uma necessidade de proteção e posse que estava se tornando parte da minha própria estrutura de liderança.

Meu celular vibrou contra a palma da minha mão. Era uma notificação do sistema de segurança da mansão em Milão.

Abri o aplicativo imediatamente. As câmeras mostravam o jardim agora banhado pela luz do luar. Passei as imagens rapidamente até encontrar a área externa do quiosque. Lá estavam elas. Chiara, minha irmã Sofia e a amiga, Giulia. Elas estavam sentadas, conversando sob a luz fraca das lanternas que decoravam o jardim. Vi Chiara levar um copo aos lábios com elegância. Elas estavam bebendo o meu whisky.

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