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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 61

— Calem a boca, vocês duas — rimos juntas, e eu me servi de um pedaço de torta de ricota.

— Então, garotas — Sofia exclamou, deixando o tablet de lado e se inclinando na minha direção. — Vamos ao que interessa: o que vamos fazer hoje? Ah! Chiara, meu irmão te deu alguma atualização sobre quando ele retorna?

A pergunta me trouxe de volta à realidade dos fatos. Senti um calafrio.

— Ele disse que as coisas não saíram como esperado. Tudo indica que ele vai precisar ficar mais alguns dias. Ele não deu muitos detalhes, Sofia.

Sofia assentiu, compreensiva.

— É o jeito dele. Massimo carrega o mundo nas costas e acha que ninguém pode ajudar. Desde pequeno, ele aprendeu que demonstrar preocupação é o mesmo que mostrar o pescoço para o carrasco. Mas chega de papo pesado! Já que os homens estão fora brincando de guerra, nós vamos aproveitar o dia e, à noite, vamos para a boate.

Giulia se animou na hora. As duas começaram a fofocar sobre pessoas que eu mal conhecia, e eu aproveitei para observar a interação. Havia uma eletricidade diferente entre elas. Sofia parecia fascinada por tudo o que Giulia dizia, e Giulia estava claramente adorando ser o centro das atenções.

— Senhorita Chiara? — a voz de Francesca me interrompeu.

Ela estava parada à entrada da sala, com as mãos cruzadas à frente do corpo e aquela expressão de quem acabou de chupar um limão.

— Sim, Francesca?

— O motorista está aguardando ordens. Ele perguntou se as senhoritas vão sair hoje ou se devem permanecer na mansão.

— Não vamos sair agora, Francesca. Vamos ficar por aqui mesmo — respondi. — Somente à noite.

Francesca assentiu rigidamente e se retirou.

— Ela me dá arrepios — Giulia sussurrou assim que a governanta saiu. — Parece que ela está sempre anotando nossos pecados em um caderninho invisível.

— Ela está — Sofia riu, pegando uma uva. — Mas não se preocupe, Francesca é leal até a morte ao meu irmão, mas ela sabe que não deve mexer comigo. E agora, como você é protegida da Chiara, ela vai ter que te engolir.

Passamos a manhã na biblioteca da mansão. Eu precisava de um pouco de silêncio para processar tudo o que estava acontecendo. Enquanto Giulia e Sofia exploravam os títulos raros e faziam piadas sobre os livros de estratégia militar de Massimo, eu me sentei em uma poltrona de couro perto da janela. Peguei o celular e abri a nossa conversa. A foto da porra escorrendo pelo pau dele ainda estava lá. Olhei por um longo tempo, sentindo o desejo morder novamente. Ele era bruto, era possessivo, era tudo o que eu sempre temi e, secretamente, tudo o que eu desejava. A ideia de que ele estaria "fodendo essa boceta até deixar vermelha", como ele escreveu, me fez apertar as coxas.

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