Quando saímos pela porta principal, encontrei Erick, o chefe da guarda pessoal que Massimo havia deixado. Ele estava conversando com outros homens por rádio.
— Bom dia, senhorita Chiara. Estamos prontos para acompanhar vocês — disse Erick, com um tom profissional.
Fiquei estática ao ver a movimentação. Não era apenas o nosso carro. Havia outros dois SUVs pretos com os motores já ligados, repletos de seguranças armados.
— Erick, é necessário tudo isso? — perguntei, sentindo um peso no estômago. — Eu só vou visitar o meu pai. Não vou para uma zona de guerra.
— São as ordens do Don, senhorita — ele respondeu, sem hesitar. — O senhor Capone foi muito claro: escolta tripla para qualquer deslocamento.
Suspirei, sentindo uma irritação crescer.
— O Massimo está exagerando. Isso é rídiculo, chama mais atenção do que se eu fosse em um táxi comum.
Sofia se aproximou de mim e tocou meu braço, falando em um tom mais baixo para que os seguranças não ouvissem tanto.
— Não é exagero, Chiara. É proteção. Se o meu irmão pediu para aumentar a escolta, é porque ele tem informações que nós não temos. Ele sabe que este é o momento em que os inimigos tentam atingir os pontos fracos.
Olhei para ela, sentindo um frio na espinha.
— Eu devo me preocupar com algo específico, Sofia?
Ela balançou a cabeça negativamente, com uma calma que eu invejava.
— Não. Deixa a preocupação para o Erick. Ele é pago — e treinado — para isso. Nós só precisamos obedecer as ordens e seguir o protocolo. Vamos, não queremos chegar tarde no hospital.
Entramos no carro blindado. O trajeto foi silencioso por fora, mas por dentro meu peito martelava. Eu via os carros de escolta nos seguindo de perto, bloqueando cruzamentos e mantendo uma vigilância agressiva. Era a primeira vez que eu sentia de forma tão palpável o perigo de estar associada ao nome Capone.

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