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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 71

POV: Chiara

O tempo parecia ter parado dentro daquela sala de cinema. O que começou com um filme provocante acabou se transformando em uma maratona que nenhuma de nós estava disposta a interromper. Depois de terminarmos o primeiro, a curiosidade — e talvez o clima de confidências que se instalou — nos levou direto para a trilogia de Cinquenta Tons de Cinza. A tela gigante exibia a mansão de Christian Grey, mas eu não conseguia deixar de comparar aquele luxo cinematográfico com a realidade opressiva e, ao mesmo tempo, fascinante da mansão de Massimo.

Estávamos jogadas nas poltronas, cercadas por baldes vazios de pipoca e latas de refrigerante. A iluminação baixa da sala criava um casulo de intimidade onde assuntos que normalmente seriam tabus começaram a fluir com uma naturalidade surpreendente.

— Sabe — Sofia começou, quebrando o silêncio enquanto assistíamos à cena em que Christian apresenta o Quarto Vermelho para Anastasia —, eu acho que o Grey é um amador perto do que alguns homens desse nosso meio realmente são. Ele precisa de contratos e regras para se sentir no controle. No mundo real, o controle é algo que se exerce no olhar, na presença.

Giulia, que estava abraçada a uma almofada, olhou para a tela e depois para Sofia.

— Mas você não acha que essa coisa de submissão tem um certo charme? Digo, na ficção parece romântico ser o centro da obsessão de um homem poderoso. Mas, na vida real, vocês preferem algo assim ou um relacionamento mais convencional? Sabe, aquele tipo de namoro onde se decide junto onde jantar e ninguém dá ordens?

Eu soltei uma risadinha, ajeitando-me na poltrona.

— Acho que depois de entrar nesta casa, a palavra "convencional" foi riscada do meu dicionário, Giulia. O problema do relacionamento convencional é que ele pode se tornar morno rápido demais. Mas essa submissão total da Anastasia... não sei. Eu gosto de ser desafiada. Gosto que o homem tenha pulso, mas não quero ser um tapete.

Sofia deu um gole no seu refrigerante e sorriu de forma enigmática.

— Eu concordo com a Chiara. O convencional é para pessoas que têm medo de profundidade. No nosso mundo, a submissão é uma faca de dois gumes. Mas, mudando um pouco o foco do contrato para a prática... — Ela se inclinou na direção de Giulia, com um brilho travesso nos olhos. — Me digam uma coisa: vocês preferem sexo baunilha ou algo mais selvagem?

Giulia quase engasgou com a própria risada, ficando vermelha instantaneamente.

— Meu Deus, Sofia! Você não tem filtro!

— Filtros são para o I*******m, querida. Aqui estamos entre amigas — Sofia rebateu, rindo. — E então, Chiara? Qual a preferência da futura senhora Capone?

Eu olhei para as duas, sentindo a adrenalina da conversa. O dia tinha sido longo, a tensão com Massimo estava acumulada e eu não estava com vontade de ser recatada.

— Quer saber? Eu prefiro o selvagem. Sem dúvida nenhuma. Ninguém merece um homem "soca fofo", vamos ser sinceras — disparei.

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