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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 72

POV: MASSIMO

O rugido dos motores da aeronave era o único som que preenchia o vazio da noite enquanto cruzávamos o céu em direção a Milão. Dentro da cabine, o cenário era de uma eficiência fria e estéril. Havíamos transformado o jato executivo em uma UTI aérea improvisada, mas equipada com o que havia de mais moderno. Adrian estava sedado, cercado por monitores que bipavam ritmicamente, monitorando cada batida de seu coração e cada oscilação de sua respiração.

O Dr. Luigi estava sentado ao lado da maca, o rosto ainda pálido, mas trabalhando com uma precisão mecânica. Ele sabia que sua vida dependia da estabilidade de Adrian. Eu e Matteo permanecíamos em silêncio, cada um perdido em seus próprios demônios, observando a escuridão lá fora. A tensão de deixar o vilarejo ainda corria em minhas veias, mas o alívio de estar em território seguro começava a se sobrepor ao instinto de guerra.

Assim que as rodas tocaram a pista do aeroporto privado em Milão, a operação de desembarque foi imediata. Uma ambulância de suporte avançado já nos aguardava na pista.

— Levem-no direto para a ala norte do hospital. Quero segurança total em cada entrada, saída e até nos dutos de ventilação — ordenei a Enzo, que coordenava os homens em solo. — Ninguém entra sem a minha autorização expressa.

— Sim, Don. O Dr. Suzanno já foi notificado e está esperando a chegada da ambulância para assumir o caso junto com a equipe de traumatologia — Enzo respondeu, batendo a porta da ambulância.

Vi o veículo partir com as luzes de emergência cortando a madrugada. Matteo decidiu seguir com eles para garantir que nada saísse do controle no hospital. Eu, no entanto, sentia que precisava de outro tipo de ancoragem. Meus músculos gritavam por descanso, minha mente estava saturada de planos de vingança contra Moretti, e havia uma necessidade visceral de ver se Chiara estava segura dentro dos meus muros.

Entrei no meu carro e dirigi em direção à mansão, com o asfalto deslizando sob os pneus em uma velocidade que desafiava a prudência. Já passava das duas da manhã quando os portões pesados se abriram para mim. A casa estava mergulhada em um silêncio, iluminada apenas pelas luzes de segurança do jardim.

Subi as escadas de mármore com passos pesados, sentindo o peso da exaustão em cada fibra do meu ser. Eu só queria um banho quente e, talvez, fechar os olhos por algumas horas ao lado da mulher que, contra todas as minhas defesas, tinha se tornado o meu refúgio.

Parei diante da porta do meu quarto. Minha mão hesitou na maçaneta por um segundo. Depois, girei a chave silenciosamente e abri a porta, esperando encontrar o quarto em penumbra e Chiara mergulhada em um sono profundo.

Mas nada no mundo me preparou para a cena que meus olhos encontraram.

A luz do abajur de cabeceira estava baixa, criando sombras longas e douradas pelas paredes. Chiara não estava dormindo. Ela estava no centro da minha cama, perdida em um mundo onde eu não estava presente fisicamente, mas onde meu nome era o único mantra.

Ela estava vestindo uma das minhas camisas brancas de algodão. A peça estava aberta no peito, revelando a curva dos seus seios, e a barra estava subida até a cintura. Ela estava completamente nua por baixo, com as pernas abertas, e no meio delas, pressionado contra sua intimidade, estava a porra de um vibrador.

O som suave do aparelho vibrando preencheu o silêncio do quarto, mas o que me paralisou foi o som que saía da boca dela. Gemidos baixos, sôfregos, entrecortados.

— Massimo... ah, Massimo... — ela sussurrou, a voz carregada de um desejo que beirava a agonia. A cabeça dela estava jogada para trás, os cabelos espalhados pelos travesseiros que cheiravam a mim.

O choque inicial foi substituído por uma onda de possessividade tão violenta que meu sangue pareceu ferver instantaneamente. A visão dela usando algo meu para se satisfazer enquanto chamava por mim destruiu qualquer rastro de cansaço que eu sentia.

O estalo da porta se fechando a fez despertar do transe. Chiara deu um sobressalto, os olhos arregalados de susto, e sua primeira reação foi tentar esconder o aparelho e puxar a camisa para cobrir o corpo.

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