— Vamos para a piscina? — Giulia sugeriu, tirando-me do meu transe. — A noite está linda e o ar aqui dentro está ficando pesado.
Assenti e nós três seguimos para a área externa. A água da piscina refletia as luzes da mansão, criando um ambiente calmo que contrastava com a tempestade que eu carregava por dentro. Sentamos nas espreguiçadeiras e o silêncio durou apenas alguns segundos antes de Sofia ir direto ao ponto.
— Tudo bem, Chiara. Desembuche. Você não abriu a boca durante o jantar e quase não olhou para o meu irmão. O que aconteceu? — Sofia perguntou, cruzando os braços.
— Está tudo bem, Sofia. Só estou cansada — tentei desconversar.
Giulia soltou um suspiro pesado e sentou-se na beira da espreguiçadeira ao meu lado.
— Chiara, você não consegue esconder as coisas de mim. Eu te conheço desde que éramos crianças. Seus olhos estão gritando que você chorou e sua postura está defensiva. O que o Massimo fez?
Olhei para as duas, sentindo a barreira de proteção que eu tentei erguer começar a ruir.
— Ele... nós tivemos uma briga — comecei, a voz embargada. — Ele mencionou o contrato novamente e eu acabei dizendo que achei que ele me amava. E ele deixou bem claro que nunca me prometeu amor. Que no mundo dele isso é uma fraqueza. Ele me chamou de propriedade, disse que o meu pai só está vivo por causa dele... eu estou tão confusa.

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