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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 91

POV: Massimo

Mais uma sexta-feira havia chegado, mas para homens como eu, o conceito de "fim de semana" era uma ilusão alimentada por civis que batiam ponto e esperavam pelo descanso. Na Tríade Negra, o tempo não parava; ele apenas mudava de ritmo, alternando entre a estratégia silenciosa e a violência explícita. E os últimos dias tinham sido uma loucura total, um mergulho profundo no esgoto que Moretti tentou infiltrar no meu império.

Depois que Enzo terminou a investigação minuciosa sobre a equipe que trabalharia no evento beneficente, as máscaras finalmente caíram. Fizemos descobertas que me deram náuseas, não pela traição em si — já que a traição é a moeda de troca do nosso mundo —, mas pela mediocridade. Descobrimos outros infiltrados, homens que juraram lealdade à minha família, homens que eu protegi e alimentei, e que se venderam por tão pouco. Moretti ofereceu migalhas, e eles aceitaram, entregando informações preciosas por quantias que não pagariam um mês do meu combustível.

A resposta foi, como sempre, proporcional à afronta. Passamos as últimas setenta e duas horas limpando a sujeira. Torturamos quem precisava falar e silenciamos quem já não tinha utilidade. Incendiamos galpões estratégicos de Moretti e reduzimos a cinzas dois locais de distribuição que eram o pulmão financeiro dele. Se aquele bastardo achou, por um segundo sequer, que poderia tocar em um dos meus irmãos e sair impune, ele estava redondamente enganado. Eu não apenas retalhei; eu arranquei pedaços.

Tínhamos acabado de chegar de mais uma missão de "limpeza". O cheiro de pólvora, fumaça e o odor metálico de sangue pareciam ter impregnado nos poros da minha pele. Entramos no galpão principal da Tríade sob o olhar vigilante dos soldados que faziam a guarda. Meus punhos ainda estavam marcados e meu terno, outrora impecável, era agora um descarte de guerra.

Fui direto para a área privativa, entrando no banheiro para tomar um banho e tirar o rastro de morte do meu corpo. A água quente batia nas minhas costas, levando embora a sujeira vermelha que escorria pelo ralo, mas a adrenalina ainda corria como eletricidade nas minhas veias.

Matteo, que estava comigo desde o início da caçada, veio logo atrás, encostando-se no batente da porta enquanto eu me secava. Ele parecia tão exausto quanto eu, mas o brilho selvagem nos seus olhos ainda estava lá.

— Massimo, eu preciso de um drink e de algo que não grite de dor quando eu tocar — Matteo disse, passando a mão pelos cabelos bagunçados. — Esses dias foram pesados. Eu quero ir para uma das suas boates aliviar um pouco desse estresse.

Matteo fez o mesmo em outro compartimento, tomou um banho. Enquanto eu terminava de vestir um terno limpo, preto como a minha alma, Matteo continuou insistindo. Ele estava inquieto, precisando da distração que só o excesso e o pecado podiam oferecer.

— Para qual você quer ir? — perguntei, ajustando o nó da gravata enquanto me olhava no espelho.

— Quero ir para a Velvet Noir — ele respondeu prontamente.

No momento em que ele pronunciou o nome da boate, um sorriso cínico surgiu no meu rosto. Eu sabia exatamente por que ele queria ir para aquela unidade específica. Era a minha boate onde Elettra trabalhava. Elettra era uma das minhas melhores aquisições: uma mulher que conhecia o corpo masculino como se fosse um mapa e que não fazia perguntas.

— Então você está interessado na Elettra? — questionei, arqueando uma sobrancelha.

Matteo soltou uma risada curta, terminando de abotoar a camisa.

— Não diria interessado, pelo menos não no sentido sentimental da palavra. Mas você sabe, ela fode bem, sabe agradar um homem como poucas. Ela tira a tensão de um cara em dez minutos.

Tive que admitir que ele tinha razão. Elettra, por muito tempo, foi a minha válvula de escape. Ela me satisfez em noites de fúria e solidão, sem cobrar nada além de luxo e proteção. Mas, enquanto eu terminava de me arrumar, percebi que o pensamento nela não me despertava absolutamente nada. Era estranho, quase alienígena para mim. Agora era diferente. Só tinha uma mulher que fazia meu sangue ferver e meu pau subir com um simples olhar, e o nome dela era Chiara. Era irritante o quanto ela tinha monopolizado meu desejo, mas era uma realidade que eu não podia mais ignorar.

— Você pode fazer o que quiser com a Elettra, Matteo — falei, pegando meu relógio de ouro sobre a mesa. — Use e abuse. Mas escute bem: você está terminantemente proibido de levar ela, ou qualquer outra puta, para a mansão. Aquela casa é fora dos limites para os seus fetiches.

Matteo parou o que estava fazendo e me olhou com uma expressão de surpresa misturada com deboche.

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