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Massimo - A Obsessão do Don romance Capítulo 98

POV: Massimo

O silêncio do meu escritório na Velvet Noir era cortado apenas pelo som baixo do sistema de ventilação e pelo bater rítmico dos meus dedos contra a superfície de carvalho da mesa. Já haviam se passado alguns dias desde a noite em que Chiara e eu estivemos aqui, e a imagem de Elettra abordando-nos na área VIP ainda deixava um gosto amargo na minha boca. Eu não sou um homem que tolera fios soltos. Na máfia, um fio solto é o que o inimigo usa para te enforcar, e na minha vida pessoal, Elettra era uma complicação que eu não estava disposto a administrar.

Eu já tinha tomado minha decisão naquela mesma noite, enquanto sentia Chiara tensa em meus braços após o confronto. Eu ia transferi-la. Não por incompetência — Elettra era, tecnicamente, uma das melhores no que fazia —, mas porque ela tinha esquecido o seu lugar. Ela tinha confundido a liberdade que eu lhe dei no passado com uma relevância que ela nunca possuiu.

Cesare, o gerente da boate, estava de pé diante da minha mesa, aguardando ordens.

— Chame a Elettra — ordenei, sem desviar os olhos dos relatórios financeiros à minha frente. — Quero falar com ela agora.

Cesare assentiu, embora eu tenha notado uma leve hesitação em sua postura. Ele sabia que, quando eu chamava uma funcionária específica ao escritório durante o dia, raramente era para dar um aumento. Poucos minutos depois, a porta se abriu. Elettra entrou com sua habitual confiança felina, mas havia uma sombra de incerteza em seus olhos enquanto ela alternava o olhar entre mim e Cesare.

— Mandou me chamar, Cesare? — ela perguntou, a voz tentando manter aquele tom sedutor que agora me causava apenas irritação.

— Sim, o Don quer conversar com você — Cesare respondeu formalmente, afastando-se para o canto da sala.

— Sente-se, Elettra — falei, fazendo um gesto curto para a cadeira à frente da mesa.

Ela obedeceu imediatamente, cruzando as pernas e tentando recuperar a compostura. Eu não perdi tempo com preâmbulos.

— Gostaria de informá-la que você será transferida para uma outra unidade da nossa rede de boates — anunciei, mantendo a voz desprovida de qualquer emoção.

O choque atravessou o rosto dela como um tapa. Ela piscou várias vezes, a boca abrindo-se levemente.

— O quê? Mas eu não quero ser transferida, Massimo... Eu gosto da Velvet Noir. Aqui é minha casa, eu conheço os clientes, eu sei como as coisas funcionam...

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