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Minha irmã roubou meu companheiro e eu a deixei romance Capítulo 211

PERSPECTVA DA SERAPHINA

Os gritos ficaram mais altos quando saímos para onde o gramado perto da calçada tinha se transformado em um palco improvisado.

Maxwell estava no centro, com os ombros tensos sob as mangas arregaçadas, as mandíbula cerrada e olhos selvagens enquanto tentava, e falhava, manter a calma diante dos choros estridentes de crianças.

Uma mulher segurava o seu filho a alguns metros, murmurando algo entre conforto e indignação. E, do outro lado do Maxwell estavam o Noah e o Zach, ambos com os rostos vermelhos e tremendo, e o golden retriever deles, agachado e também tremendo, com as orelhas achatadas.

Daniel puxou a minha manga. "O que tá acontecendo?"

"Ainda não sei," murmurei, analisando a cena.

Mas, mesmo de longe, eu podia entender a situação: o aperto firme do Noah na coleira, a tensão desafiadora no pequeno corpo do Zach, o cansaço que marcava a postura do Maxwell.

"Peçam desculpas. Agora," ele ordenou, com uma firmeza que fez os pedestres desacelerarem, atraídos para o espetáculo. Ele estava prestes a perder a paciência, dava para sentir. Senti também um peso carregado no ar, o mesmo aviso que eu conhecia desde criança, ao perceber o lobo do meu pai estava prestes a emergir junto com as suas broncas.

E os gêmeos... Deuses, eles estavam apavorados.

Suspirei e avancei. "Fique aqui, querido."

Daniel assentiu, com os olhos vidrados na cena.

Quando cheguei até eles, a voz do Maxwell tinha caído para aquele tom perigoso que os lobos de patentes mais altas usam quando as palavras são a última barreira antes de impor dominância.

"Noah. Zach. Eu não vou pedir de novo."

"Pai, não foi culpa do Bobby!" Noah gritou, com a voz embargada enquanto abraçava o pescoço do cachorro. Lágrimas escorriam pelas suas bochechas, manchando o seu rosto cheio de sardas.

"É isso aí!" Zach concordou, se posicionando como um escudo entre o irmão e o pai. "Ele não fez nada!"

"Seu cachorro assustou o meu filho!" a mulher disparou, olhando com raiva para os gêmeos. "Ele poderia ter se machucado..."

"Senhora," intervim suavemente, levantando uma mão. "Vamos respirar antes que alguém se machuque de verdade."

Maxwell se virou ao ouvir a minha voz e surpresa apareceu nos seus olhos, rapidamente substituída por um alívio evidente, e ele relaxou um pouco ao soltar o ar e dar um passo para trás. "Seraphina. Desculpa. Isso... saiu do controle."

"É," eu disse suavemente. "Eu percebi."

Bobby choramingou, pressionando-se mais perto da perna do Noah. Ele era enorme mesmo para um retriever, mas o jeito como o seu corpo tremia e os seus olhos passavam de um rosto para outro o fazia parecer completamente indefeso. Ele não agressivo, apenas sobrecarregado.

Eu me agachei em frente ao cachorro e estendi a minha mão para ele cheirar. Ele choramingou baixinho, pressionando o nariz na palma da minha mão. "Ei, garoto. Você tá bem?"

O rabo dele bateu fraco uma vez.

"Viu?" eu disse, olhando para a mulher. "Ele é dócil. Só tá com medo."

O filho dela soluçava entre as lágrimas e as mãos torciam o casaco dela enquanto ele se escondia parcialmente atrás da mãe. "Eu... eu só queria fazer carinho nele."

"Ele puxou a orelha do Bobby bem forte," Noah interrompeu. "O Bobby achou que estava sendo atacado."

A mãe olhou zangada para o filho. "É verdade, Cam?"

O rosto do Cam ficou vermelho. "Eu só queria brincar," ele murmurou, fungando.

"Que tal eu puxar as suas orelhas e ver o quanto você..."

"Zach." O aviso grave do Maxwell fez o filho dele calar a boca.

Assenti, suavizando a voz. "O Bobby não queria machucar ninguém. Ele só se assustou." Virei-me para o Cam. "Tenho certeza de que você também não quis machucá-lo. É só tomar cuidado pra não brincar com muita força da próxima vez, tá bom?"

Cam fungou e assentiu brevemente.

Me virei para o Noah e o Zach. "E vocês, da próxima vez, tentem explicar a situação calmamente antes de começarem a gritar, combinado?"

Zach cruzou os braços. "Ela gritou primeiro, antes de podermos falar."

É, ele tinha razão.

"Certo," eu disse. "Todo mundo se assustou, todo mundo exagerou. Que tal começarmos de novo? O importante é que ninguém se machucou."

Por um momento, o ar entre nós ficou parado, aquele tipo de pausa frágil que podia pender para qualquer lado.

Então, lentamente, a mulher se ajoelhou ao lado do filho, encorajando-o suavemente a dar um passo à frente com uma mão nas suas costas. "você quer pedir desculpa?"

Após uma hesitação, Cam murmurou um pedido de desculpas.

Noah o seguiu, também sussurrando, enquanto abraçava o pescoço do Bobby.

Zach resmungou algo semelhante a ‘desculpa’, mas que saiu mais como um grunhido.

Mesmo assim, funcionou. A mulher relaxou, me agradeceu e levou o filho embora.

Me levantei e limpei a grama dos joelhos. "Crise encerrada."

Maxwell soltou um suspiro lento e esfregou a nuca. "A terapeuta de filhotes ataca novamente. Você faz parecer tão fácil."

Dei uma risadinha suave quando o Daniel se aproximou de nós, com as mãos enfiadas nos bolsos e os olhos se movendo entre a mãe que se afastava e os gêmeos.

“Tudo certo?” ele perguntou, um pouco ofegante.

“Resolvido,” eu disse, apoiando a minha mão no seu ombro. “Sem sangue, sem processos.”

Maxwell soltou uma risada silenciosa, finalmente relaxando os ombros. “Graças a você. Sério, você é talentosa.”

Dei de ombros timidamente.

“Te devo uma por me salvar de uma humilhação pública,” ele insistiu e olhou para o restaurante atrás de nós. “Acho que interrompemos o seu almoço, por favor permita que...”

Eu recusei a oferta antes que ele pudesse concluí-la. “Não precisa.”

“Deixa eu pelo menos pagar um chá ou algo assim,” ele insistiu. “Tem um lugar a algumas quadras daqui...”

Zach resmungou de maneira dramática. “Chá é chato.”

Capítulo 211 1

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