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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 238

POV/ CLARA

Sentada na poltrona de couro do jato, observando a costa europeia sumir entre as nuvens, eu me sentia em um filme que não parecia ser o meu. A Itália não foi apenas uma viagem; foi o momento em que Adrian abriu as portas de um mundo que eu, uma simples babá de Porto Alegre, só via pela televisão.

Ele me levou a lugares que pareciam pintados à mão. Jantamos em restaurantes com estrelas Michelin onde comi pratos cujos nomes eu nem sabia pronunciar, sabores que eu nunca imaginei que existissem. Fomos a um jogo de futebol no Estádio Olímpico e, para minha surpresa, me vi gritando e torcendo como uma criança. Eu nunca imaginei que torcer para a Seleção em solo italiano fosse tão eletrizante. Adrian me observava o tempo todo, mais focado na minha reação do que no jogo, como se minha felicidade fosse o troféu que ele queria conquistar.

Mas, claro, havia o outro lado. O lado que nos mantinha trancados em suítes luxuosas e no iate isolado.

O final de semana no Mediterrâneo, no iate foi, sem dúvida, o período mais intenso da minha vida. Eu e Adrian transamos mais naquelas quarenta e oito horas do que em todo o nosso primeiro mês morando juntos. Foi exaustivo, brutal e, estranhamente, viciante. Eu descobri que, embora ele seja um monstro possessivo, eu aprendi a gostar do jeito que ele reivindica cada centímetro do meu corpo.

Teve a vez em que eu realmente não estava a fim. Meu corpo estava pesado, eu me sentia exausta e um pouco enjoada, mas quando o Adrian decidiu que me queria, minha opinião não valeu de nada. Ele me tomou com uma agressividade que me assustou no início, batendo na minha bunda até deixá-la em carne viva, mas o meu corpo sempre o traía. Em questão de minutos, eu já estava implorando por mais. É a maldição de amá-lo: mesmo quando eu digo não, meu desejo grita sim.

Houve momentos em que eu o provoquei de propósito. Eu sabia exatamente quais botões apertar para despertar o Imperador implacável. No domingo, quando decidi nadar nua em mar aberto, eu sabia que haveria consequências. Mesmo que aquele iate de estranhos não tivesse passado, se fosse um golfinho ou um tubarão a me olhar, o Adrian teria surtado. Ele tem essa necessidade visceral de controle, uma patologia que faz com que ele sinta que até o ar que eu respiro pertence a ele. E, honestamente? Eu queria a punição dele. Eu queria sentir a força daquela posse, não esperava que fosse na cabine de comando, mas foi onde ele me marcou para garantir que eu nunca esquecesse quem manda.

Para fechar com chave de ouro, eu quis dar a ele um presente que ele nunca esqueceria. Eu assumi o controle na última noite, amarrando-o e mostrando que a ex babá também sabia ser mestre, porque aprendi tudo com ele. Ver o Adrian, o homem mais poderoso que já conheci, rendido à minha vontade, foi o ápice da minha viagem. Se bem que depois ele me pegou no banheiro e descontou no meu corpo toda a tentação que eu o fiz passar. E foi ótimo! Eu amei mais ainda.

O mais estranho foram os meus desejos. Eu sentia fome de coisas esquisitas, combinações de comida que nem faziam sentido, e um apetite sexual que parecia inesgotável. Eu achei que era apenas a TPM chegando, aquela fase em que os hormônios deixam a gente à flor da pele, mas o enjoo persistia.

— Pobre não pode nem andar de barco ou de avião de luxo que já fica passando mal — brinquei comigo mesma enquanto sentia o estômago dar voltas no céu.

Eu o amo tanto. Um amor com uma intensidade que beira a loucura.

O ronco constante das turbinas do avião era como um eco da adrenalina que ainda corria nas minhas veias após o que aconteceu naquele banheiro. Eu estava sentada na poltrona da primeira classe, observando as nuvens passarem lá fora, sentindo cada centímetro do meu corpo pulsar. Minha pele, ainda quente e levemente ardida pelo sol do Mediterrâneo, parecia registrar cada toque que o Adrian me dera nas últimas semanas. Eu estava exausta, "assada" de tanto prazer, mas sentia uma força que nunca imaginei possuir.

CAP. 238 -  A vida que eu mereço 1

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