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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 126

Capítulo 126 — Território Conquistado

Emma Anderson

Saber que a Ellie estava bem, saudável e completamente assistida por profissionais de confiança fazia o meu coração transbordar uma paz que eu não sentia há anos. O diagnóstico do check-up havia sido impecável.

Minha irmãzinha estava forte, com a imunidade excelente e totalmente pronta para começar a frequentar a escola. No entanto, enquanto observava a paisagem de Nova York pela janela do carro, eu sabia perfeitamente que aquela calmaria era apenas a trégua antes da tempestade.

O resultado positivo do teste de DNA da Giovanna havia caído como uma bomba no nosso círculo e, para ajudar a completar o caos, hoje também era o dia em que a mãe da Clara pousaria no país, decidida a se instalar na mansão em Hoboken.

Eu estava sentada no banco do carona do carro da Taylor. No banco de trás, a Savannah tentava conter a energia da Ellie, do Luca e da pequena Ariana, que dividiam o espaço entre risadas e gritinhos.

A voz firme da Tay ao volante cortou os meus pensamentos, chamando a minha atenção de volta para a estrada.

— Eu ainda não consigo engolir esse resultado de DNA, Emma. Não mesmo.

Soltei o ar devagar pelos lábios, me ajeitando no banco de couro antes de responder.

— Eu também não, Tay. O Tristan parecia tão seguro sobre isso. Ele tinha tanta certeza de que o teste daria negativo que eu realmente achei que aquela víbora seria desmascarada hoje.

Taylor desviou os olhos da rodovia por uma fração de segundo, me lançando um olhar rápido e determinado antes de focar no trânsito de Manhattan novamente.

— A Ester também não confia nesse resultado, amiga. E ela me garantiu que, se aquela vaca estiver mentindo ou tiver armado algum golpe no laboratório, a gente vai descobrir. Custe o que custar.

A voz mansa da Savannah ecoou do banco traseiro, chamando a nossa atenção.

— Minha mãe sempre dizia que a mentira tem perna curta, meninas. Ou seja, ela não resiste a caminhadas muito longas. Uma hora ela cansa e cai.

Virei o corpo levemente para trás, respondendo à Savannah com um sorriso sincero e acolhedor.

— A sua mãe era uma mulher muito sábia, Sasa. Uma filósofa.

— Eu concordo plenamente com a mãe da Savannah — Taylor interveio, um sorriso petulante surgindo em seus lábios enquanto ela reduzia a velocidade ao nos aproximarmos da entrada do shopping. — Mas eu tenho as minhas próprias ressalvas sobre essa história de perna curta. As baixinhas, são osso duro de roer. Podem até não ter muita resistência física para longas caminhadas, mas tem inteligência e audácia de sobra para compensar o tamanho.

Soltei uma risada alta, olhando de soslaio para a minha amiga ao volante.

— Espera aí… Nós ainda estamos falando sobre a mentira, Taylor, ou o assunto agora virou você mesma?

O interior do veículo foi preenchido pelo som das nossas risadas uníssonas. Minutos depois, a Taylor manobrou o carro com precisão e estacionou em uma das vagas do subsolo do shopping.

Decidimos aguardar pela Fernanda e pela Aubrey dentro do carro mesmo, já que o Tristan havia avisado que as traria.

O visor do meu celular acendeu no meu colo, vibrando com uma chamada. Um sorriso instantâneo tomou conta dos meus lábios ao ler o nome gravado na tela.

Atendi sem hesitar.

— Bom dia, senhor Knight.

Ouvi o som da risada rouca e gostosa dele ecoar do outro lado da linha, aquecendo o meu peito de imediato.

— Já é quase boa tarde, senhorita Anderson.

— Quase… — rebati, divertida.

Mas o meu tom de voz mudou rapidamente, dando espaço para a preocupação ao lembrar da correria do dia dele.

— Aconteceu algum problema? Pensei que você estivesse completamente perdido no meio das suas reuniões, sem muito tempo disponível.

Ouvi ele soltar um suspiro longo do outro lado da linha, indicando o cansaço.

— Estou quase enlouquecendo, Emma. Eu precisava muito da ajuda do Stan para fechar alguns contratos hoje, mas, com tudo o que andou acontecendo, sei que não vai rolar. Mas eu precisava ligar pra você… Como foi na clínica? O que o médico disse sobre a Ellie?

Senti um aperto gostoso no peito, uma sensação quentinha de acolhimento ao notar a preocupação genuína e paterna que o Damien demonstrava pela minha irmã. Ele realmente a considerava parte da sua vida.

— O diagnóstico está excelente, Dam — respondi, a voz mais mansa. — Ela está forte, perfeitamente saudável, pronta para começar a escola e extremamente empolgada com a ideia.

Ellie, que estava com as orelhas bem ligadas no banco de trás e notou que eu estava pronunciando o nome dela, inclinou o corpo para a frente entre os bancos, os olhos brilhando.

— É o tio Dam, Emma? É ele? Eu quero falar com o tio Dam! Deixa eu falar!

Antes mesmo que eu pudesse formular uma resposta ou repreendê-la, o Damien ouviu a voz estridente da pequena pelo microfone e respondeu imediatamente do outro lado:

— Passa para ela, Emma. Me deixa falar com a minha princesa.

Revirei os olhos com falsa indignação, sorrindo da cumplicidade desses dois, e estiquei o braço, entregando o aparelho nas mãos da minha irmã.

Ellie colou o telefone no ouvido e começou a tagarelar em uma velocidade impressionante. Ela contou sobre o consultório, sobre o tamanho do estetoscópio do médico, sobre a enfermeira boazinha que havia lhe dado um pirulito de morango após os exames de sangue e, em seguida, ditou a sua lista de prioridades para o shopping.

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