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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 13

Capítulo 13 — Sob Vigilância

Damien Knight

As coisas haviam saído totalmente do meu controle. Em um momento, eu a queria o mais longe possível da Knight Corporation; no outro, eu a forçava a assinar um contrato que a prendia a mim e, principalmente, ao meu filho. Depois disso, houve aquele incidente invasivo em meu quarto e, agora, o relatório sobre a vida miserável que essa garota levou nos últimos anos.

Emma Anderson já tinha me contado sobre seu passado no hospital, mas eu sabia que havia mais. Eu via em seus olhos, toda vez que eles encontravam os meus, que algo estava sendo omitido.

Emma me escondia um segredo, e eu tinha aversão a lacunas. Eu descobriria o que era. Honestamente, eu não me importava que ela tivesse sido garçonete em um bar como o Blue Velvet, mas precisei jogar aquela carta. Imaginei que, ao ser confrontada com o passado, ela confessaria o que meus homens não conseguiram descobrir.

Tudo o que consegui, porém, foi irritá-la a ponto de ela tentar usar o argumento para rescindir o contrato. Mas isso não iria acontecer. Eu não deixo um investimento escapar tão fácil.

Quando percebi que minha abordagem era inútil, mandei que ela saísse. Eu não tinha visto Ambrose na porta até olhar pela câmera de segurança do corredor e ver a interação dos dois. Mesmo sem ouvir o que diziam, a cena mexeu comigo de uma forma que eu não soube identificar, mas garanto que não foi algo bom. Levantei irritado, abri a porta e interrompi aquela palhaçada.

— O que eu te disse sobre o horário, senhorita Anderson? — disparei.

Ela se desculpou rapidamente e seguiu para seus afazeres. Mas, claro, Ambrose tinha que provocar.

— Foi um prazer, Emma. Espero te ver novamente — ele disse com aquele tom galanteador de sempre.

Eu o fulminei com o olhar.

— Cala a boca, Ambrose, e entra logo.

Ele apenas riu e passou para o meu escritório. Assim que nos acomodamos, ele me encarou em silêncio por alguns segundos, com um sorriso debochado que me tirava do sério.

— O que foi? — perguntei, ainda ríspido.

— Você não me disse que a nova babá era linda — ele soltou, recostando-se na cadeira.

A forma como ele falou dela me incomodou, mas eu não daria esse gosto a ele.

— Talvez porque eu não tenha notado.

Ambrose jogou os pés sobre a minha mesa de mogno e cruzou os braços atrás da cabeça.

— Como não notou? Ela é linda, Dam. Aquelas curvas… mexem com qualquer homem.

Senti meu rosto esquentar. Não era calor, era uma irritação possessiva que eu tentava sufocar. Mas Ambrose não parou.

— Fora que ela é uma simpatia. E a educação? Ela dizendo "Senhor Blair"… foi dos deuses.

Fechei minhas mãos em punhos sobre a mesa.

— E a garota tem fogo — ele continuou, rindo. — A forma como ela te chamou de babaca na minha frente…

Bati na mesa com força, o som ecoando pelo escritório.

— Como é que é?

Ambrose gargalhou de verdade.

— Dam, você tinha que ver sua cara agora!

Recostei-me na cadeira e cruzei os braços, tentando recuperar a compostura.

— Fica tranquilo — ele disse, com as mãos levantadas. — Emma é linda, mas não faz meu tipo. Você sabe bem do que eu gosto.

— Estou tranquilo — respondi, mentindo para nós dois. — Só não gosto de saber que meu primo e melhor amigo fica flertando com a minha funcionária, e gosto menos ainda de saber que ela me chamou de babaca na sua frente.

— Bem, com o histórico breve que você me deu ontem, não podemos culpá-la por ser assim — Ambrose ponderou. Ele tinha razão. Emma tinha passado por muita coisa para sobreviver antes mesmo da morte dos pais. — E talvez ela não tenha nada a esconder. Você só deve estar paranóico, como sempre.

Olhei para ele, sentindo o peso daquelas palavras.

— Sabe, Ambrose, por ser meu primo e meu melhor amigo, eu esperava mais apoio de você.

— Dam, por ser seu primo e melhor amigo é que eu tenho que te dizer a verdade — ele se levantou, ajeitando o paletó. — Você é um bruto, paranoico e, se não mudar essa postura, vai assustar a garota antes mesmo de descobrir se a presença dela vai ser boa ou não para o Luca.

Ambrose tinha razão, e isso me incomodava. Eu precisava de uma convivência funcional com Emma, pelo bem do meu filho.

— Bom, agora que já falamos da "linda Emma", me diz o que exatamente eu estou fazendo aqui a esta hora da manhã? — Ambrose perguntou.

— Eu precisava conversar.

— E não podia ter falado por telefone?

— Sabe que gosto de resolver as coisas pessoalmente — cruzei os braços.

— Na verdade, você gosta é de ter as pessoas à sua disposição — ele rebateu, caminhando para a saída. — Se era só isso, eu vou indo. Preciso resolver um carregamento hoje, e a festa de noivado do Tristan é no sábado, no Donjon. E não esquece que você prometeu ir.

Assenti e ele foi embora. Fiquei sozinho no escritório, o silêncio voltando a reinar, mas minha mente não estava em paz. Liguei o monitor das câmeras. Eu tinha câmeras em quase toda a casa; nos quartos, apenas no de Luca, por segurança. Meus funcionários tinham direito à privacidade.

Passei pelas imagens dos corredores, da entrada por onde Ambrose saía naquele instante, e finalmente parei na copa.

Lá estava ela. Emma Anderson estava sentada à mesa com o Luca. Ela tinha um sorriso leve no rosto, um sorriso que eu ainda não tinha visto nos momentos que ela esteve na minha presença. Ela dizia algo para o meu filho. Luca não respondia verbalmente, mas sua postura era diferente. Ele reagia a ela. Ele estava... presente.

Fiquei estático, observando a cena através da tela fria.

— O que você tem, senhorita Anderson, que o fez se apegar assim a você? — sussurrei para o escritório vazio. — Qual é o seu segredo?

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