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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 136

Capítulo 136 — Eu não acredito

Emma Anderson

Eu saí daquela sala de estar exatamente como o Damien havia pedido, mas mesmo longe daquela bruxa, o meu corpo inteiro ainda tremia por causa da adrenalina e da indignação.

O Luca continuava encolhido no meu colo, com os bracinhos apertados ao redor do meu pescoço, soluçando baixinho contra a minha pele. Meu peito queimava de uma revolta surda.

Como podia uma mulher que se dizia avó de sangue tratar o próprio neto com tamanha rejeição, frieza e agressividade? Caminhei pelo hall em passos rápidos, conversando com o meu menino em um tom de voz manso e sussurrado para tentar acalmá-lo, garantindo que ele estava seguro comigo.

No meio do caminho, decidi que a melhor alternativa para protegê-lo daquele ambiente hostil seria jantarmos todos juntos, longe dos olhares da mesa principal.

Encontrei a Leah perto da cozinha e pedi para que ela preparasse as nossas refeições em bandejas para comermos no quarto da Ellie. Ela prontamente assentiu, o semblante compreensivo, e avisou que a Bree subiria para nos entregar tudo em alguns minutos.

Subi os degraus segurando o Luca firme e entramos nos aposentos da minha irmã. Assim que abrimos a porta, o clima pesado evaporou; encontramos a Ellie rindo alto junto com a Savannah por conta das palhaçadas e das graças que a pequena Ariana fazia no centro do tapete.

A Bree trouxe as bandejas com o jantar logo em seguida, mas o meu estômago estava revirado e nodoso demais devido à discussão lá embaixo para que eu conseguisse engolir qualquer alimento. Foquei apenas em ajudar a alimentar os pequenos.

— Emma querida, não vai comer? — Savannah perguntou preocupada.

Neguei com a cabeça.

— Estou enjoada demais. — ela arqueou uma das sobrancelhas pra mim.

— Devo te levar para fazer um exame também? — parei por um instante, até que entendi sua insinuação.

— Deus, Sa. Cruzes. Não… de jeito nenhum. — mordi os lábios buscando na minha mente se não tinha essa possibilidade mesmo. Mas não. Não tinha. Eu acho. Joguei essa ideia para longe e voltei a atenção para o jantar das crianças.

Quando terminamos, a minha irmã teve a brilhante e oportuna ideia de construirmos uma cabana de lençóis no meio do quarto para que os três pudessem dormir bem juntinhos naquela noite.

Savannah e eu cedemos ao pedido com um sorriso nos lábios e arrumamos toda a estrutura com travesseiros e cobertores macios. Minutos se passaram, eu realmente não sabia precisar quantos foram, até que os três pequenos pegaram no sono profundo, exaustos do dia agitado.

Me virei para a Savannah e pedi em um sussurro para que ela descesse e avisasse a Taylor que a Ariana passaria a noite dormindo ali na cabana com os outros. Fiquei mais alguns instantes em silêncio, apenas observando a calmaria daqueles três rostinhos tranquilos, até que a porta se abriu novamente e a Savannah colocou a cabeça para dentro, murmurando bem baixinho.

— A Taylor disse que está tudo bem sobre a pequena dormir aqui, Emma. E o senhor Knight mandou te avisar que já subiu e está no quarto te esperando.

Assenti com um aceno sutil de cabeça. Me inclinei sobre os lençóis, deixei um beijo terno na testa de cada um dos pequenos dorminhocos e saí do quarto caminhando em direção ao aposento do Dam.

Assim que empurrei a porta e entrei no ambiente em penumbra, o som nítido e abafado do chuveiro correndo no banheiro chamou a minha atenção. Caminhei silenciosamente até lá, Damien estava parado sob o jato de água quente, com a cabeça encostada diretamente nos azulejos frios da parede e os olhos fechados.

Eu conseguia ver e sentir a tensão brutal acumulada nas linhas dos seus ombros largos e em suas costas musculosas.

Sem dizer uma única palavra, comecei a me despir ali mesmo, perto do portal do banheiro. Deixei minhas roupas caírem no chão e caminhei descalça até o box, abrindo a porta de vidro fosco.

No milésimo de segundo em que os olhos azuis dele se abriram e encontraram os meus, nós não precisamos pronunciar nenhuma frase. O olhar dele entregou todo o cansaço, a fúria reprimida e a gratidão por me ver ali.

Damien estendeu o braço, passou a mão firme pela curva da minha cintura e me puxou para debaixo da água com ele, colando o meu corpo nu contra o seu peito quente.

O contato da pele molhada acendeu um incêndio instantâneo entre nós, transformando a tensão em um desejo urgente e devorador. Nossos lábios se buscaram em um beijo faminto, repleto de posse, enquanto a água cobria os nossos rostos.

Minhas unhas arranharam os ombros dele, descendo pelos músculos do seu peito, enquanto o Damien descia os lábios pelo meu pescoço, deixando marcas ardentes. Ele se agachou devagar no espaço do box, e começou a me sugar com uma vontade e uma ousadia que me fizeram arquear o corpo para trás, cravando os dedos em seus cabelos molhados enquanto eu soltava gemidos agudos que se misturavam ao som da água.

Dominada por uma audácia que ele mesmo despertava em mim, mudei as posições e fiz questão de retribuir o gesto, usando a minha boca e a minha língua para levá-lo ao limite, ouvindo os seus rosnados graves ecoarem pelo banheiro.

Damien não aguentou a tortura deliciosa por muito tempo. Ele me levantou com força, me segurou pelas coxas e me pegou no colo de uma vez só, me suspendendo contra a parede do box.

Envolvi minhas pernas ao redor do seu quadril e, em uma estocada profunda, violenta e possessiva, ele se enterrou por completo dentro de mim. Soltei um grito abafado contra o pescoço dele.

O ritmo dele era bruto, impulsionado pela eletricidade do dia, e cada movimento nos levava mais perto do ápice. Eu sentia cada centímetro dele me preencher, o aperto da minha intimidade respondendo às estocadas firmes até que o prazer explodiu em uma onda avassaladora, fazendo meu corpo tremer inteiro enquanto o Damien desabava dentro de mim com um grunhido alto e rouco.

Quando o momento de exaustão acabou, permanecemos abraçados sob o fluxo da água, deixando o ritmo cardíaco desacelerar. Damien pegou o sabonete líquido, espalhou a espuma pelas mãos e começou a me ensaboar com uma delicadeza extrema, lavando os meus cabelos loiros com movimentos lentos e massageando o meu couro cabeludo.

Suspirei de puro deleite contra o peito dele, recebendo os seus carinhos com os olhos fechados, e comentei em um tom manhoso.

— Você ainda vai acabar me deixando muito mal-acostumada, Dam. Desse jeito, eu vou querer tomar banho com você todos os dias da minha vida, só para receber esses mimos.

Ele inclinou a cabeça, deixando um beijo molhado na curva do meu pescoço antes de sussurrar bem perto do meu ouvido, a voz grave me causando arrepios.

— Eu acho isso uma ótima ideia, querida. Pode vir todos os dias.

Sorri da resposta dele e nos selamos em um beijo calmo. Saímos do banho, nos secamos com as toalhas macias, vestimos nossas roupas de dormir e nos deitamos na cama king size, ficando agarrados um ao outro sob o edredom, com a minha cabeça apoiada em seu peito.

— Como foi a conversa com ela lá embaixo? — perguntei baixinho, quebrando o silêncio.

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