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O CEO de Gelo e a Mulher Que Ele Jurou Odiar romance Capítulo 15

Capítulo 15 — Fugindo da Verdade

Emma Anderson

A voz de Damien me paralisa por um instante. Olho para o Luca e, depois, levanto o olhar para encarar o homem à minha frente. Pensa rápido, Emma; esse aí fareja medo como todo bom predador.

— Sinto muito, senhor Knight. Quebrei um dos seus protocolos de horário. Hoje pela manhã minha irmã teve consulta e acabei me atrasando. Por isso, desregulei todos os horários do Luca. Era isso que não queria que o senhor descobrisse.

Uma verdade para encobrir uma mentira… deve funcionar.

— Eu sei sobre a consulta. Pedi o relatório da sua irmã e a doutora me passou antes de ir embora. É por isso que não me importei com o atraso. Mas sabe o que me incomoda mais que atrasos, senhorita Anderson? — ele perguntou, agachando-se para ficar cara a cara comigo.

— Não, senhor — falei, tentando manter minha voz firme, mas meu coração parecia que ia sair pela boca. O jeito de Damien era intimidante… mas o olhar que ele me dava todas as vezes era mais do que isso.

— Mentiras. — A voz dele veio em um tom que não deixava dúvidas. — Odeio que as pessoas mintam para mim. Então, mesmo que erre, senhorita Anderson; mesmo sabendo que eu não irei gostar... — Ele fez uma pausa antes de continuar: — Opte pela verdade. Sempre.

Damien ficou parado me encarando por alguns minutos. Depois se levantou, ajeitou o paletó e disse:

— Hoje é aniversário da Clara.

O nome da mulher dele. Da mulher que, antes de morrer, me disse: “Vive por ele. Ame por mim.” A mulher que, mesmo sabendo que morreria, me deu um sorriso acolhedor e incentivador. Clara. A mulher que eu adoraria ter conhecido em outras circunstâncias. Ela… hoje comemoraria a vida, se não estivesse morta.

Uma morte que fui em quem causei...

— Anderson… — Damien chamou minha atenção.

Olhei para ele, tirei Luca do meu colo com cuidado, me levantei e o encarei.

— Desculpe, senhor. A notícia me pegou de surpresa. Não sabia sobre isso. Sinto muito.

Vi algo brilhar no homem de gelo. Era dor. Tristeza. E, por um milésimo de segundo, pude entender um pouco esse jeito bruto dele.

— Tudo bem, não é sua obrigação saber sobre isso. — As palavras dele me surpreenderam; era a primeira vez que ele falava comigo mais como um ser humano e menos como um parente da Frozen. — Eu levo flores em seu túmulo junto com o Luca. Meu primo Ambrose e nosso amigo Tristan costumam nos acompanhar. E hoje você virá junto.

Damien me pediu para subir com o Luca para nos arrumarmos e, depois, descermos em quinze minutos. Em cinco, meu menino já estava pronto. O peguei no colo e o deixei com Savannah e Ellie enquanto eu me trocava rapidinho. Entrei no meu quarto, peguei um vestido preto que eu raramente usava e calcei meus tênis (sim, eu adoro usar vestido com tênis). Peguei o Luca e descemos.

No pé da escada, o senhor Blair estava nos esperando e, ao seu lado, um homem de ombros largos. Minha mente deu um reset naquele momento. De onde saem esses homens grandes e lindos desse jeito? Luca e eu paramos ao lado deles.

— Boa tarde, senhor Blair — falei com um sorriso.

— Boa tarde, Emma — ele respondeu, estendendo a mão para mim. Assim que peguei na dele, ele a levou até os lábios e plantou um beijo ali. — Preciso comentar que está linda nesta tarde.

— Obrigada — respondi, sentindo meu rosto esquentar.

Ouvimos um “Hã-hã” e soltei a mão de Ambrose rapidamente. O outro homem, com dois metros de altura, cabelos castanhos e olhos verdes que pareciam ler minha alma, se apresentou:

— Tristan Blackwood. Sou amigo do Damien. — Ele fez o mesmo que Ambrose: estendeu a mão e, assim que a peguei, levou-a aos lábios.

Capítulo 15 — Fugindo da Verdade 1

Capítulo 15 — Fugindo da Verdade 2

Capítulo 15 — Fugindo da Verdade 3

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